Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010

PROFESSORA DE MATEMÁTICA

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas.
A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar-lhe que ela tinha que dar-me 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
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1. Ensino de matemática em 1950:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
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2. Ensino de matemática em 1970:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?
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3. Ensino de matemática em 1980:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?
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4. Ensino de matemática em 1990:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
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5. Ensino de matemática em 2000:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
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6. Ensino de matemática em 2009:Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um 'X' no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
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7. Em 2010 vai ser assim:Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um 'X' no R$ 20,00.
(Se você é afrodescendente; indígena; homo, bi ou transsexual; especial; ou de qualquer outra minoria social não precisa responder e por favor não se ofenda com a pergunta)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

TESTE DE ESPANHOL

Teste o seu Espanhol, traduzindo a frase abaixo:



La vien un tarado pelado com su saco en las manos corriendo atraz de la buseta.



.............................................................................................................
Traduziu?!

Tem Certeza?!
Bem olhe o certo.
Se ficou assim você acertou. . .










Traducão:

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Lá vem um tonto careca com seu paletó nas mãos correndo atrás do microônibus.

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.Pois é, além de não saber espanhol, só pensa besteira!!

O ADVOGADO JUDEU


Uma instituição de caridade nunca tinha recebido uma doação de um dos advogados mais ricos da cidade, um judeu... O diretor da instituição decidiu ele mesmo ir falar com o advogado.
- Nossos registros mostram que o senhor ganha mais de R$ 3.000.000,00 por ano e mesmo assim nunca fez uma pequena doação para nossa caridade. O senhor gostaria de contribuir agora?
O advogado respondeu:
- A sua pesquisa apurou que minha mãe está muito doente e que as contas médicas são muito superiores à renda anual da aposentadoria dela?
- Ah, não, murmurou o diretor.
- Ou que meu irmão mais novo é cego e desempregado? Continuou o advogado.
O diretor nem se atreveu a abrir a boca.
- Ou que o marido da minha irmã morreu num acidente e deixou ela sem um tostão e com cinco filhos menores para criar.... falou o advogado, já com ar de indignação.
O diretor já se sentindo humilhado disse:
- Eu não tinha a menor idéia de tudo isso.
- E a sua pesquisa apurou que meu pai é diabético, cardiopata e que está na cadeira de rodas há mais de dez anos?
- Não senhor ...
- E foi, por acaso, verificado que eu tenho dois sobrinhos surdos-mudos?
Perguntou o advogado...
Silêncio do diretor.
- Além de tudo isso - disse o advogado - vocês já sabem que meu irmão mais velho pediu falência e perdeu todos os seus bens?
- Não, absolutamente não, senhor
Respondeu o diretor totalmente envergonhado com o papelão que fazia.
- Pois então, disse o advogado, SE EU NÃO DOU UM TOSTÃO PARA ELES, PORQUE EU IRIA DAR PARA VOCÊS!?

SUTIÃ

"Justo é o sutiã,
que oprime os grandes,
levanta os caídos, protege e
disfarça os pequenos".

HAURÉLHO

Diabetes.......Dançarinas do diabo
Abismado.....Aquele que caiu num abismo
Pressupor........Colocar preço em algo
Missão...........Missa prolongada
Padrão............Padre muito alto
Estouro.........Touro que virou boi
Democracia...Sistema de governo do inferno
Barracão......Proibe a entrada de cachorros
Homossexual......Sabão para partes íntimas
Ministério........Pequeno aparelho de som
Edifício............Antônimo de 'é fácil'
Detergente.........Ato de prender humanos
Armarinho......Vento que vem do mar
Eficiência...Estudo das propriedades do 'F'
Conversão..........Papo prolongado
Barganhar....Receber de herança um bar
Fluxograma...Direção em que cresce o capim
Halogênio....Cumprimento a um gênio
Expedidor........Antigo mendigo
Luz solar......Sapato com luz na sola
Cleptomaníaco........Fã de Erci Clapton
Tripulante.....Especialista em salto triplo
Aspirado......Carta de baralho maluca
Coitado.......Vítima de coito
Cerveja.....O sonho de toda revista
Regime militar....Dieta feita no exército
Bimestre.....Mestre em duas artes marciais
Caçador.........Quem procura ter dor
Volátil............Avisa ao tio que vai lá
Assaltante........Um 'A' que salta
Determine....Prender a namorada do Mickey
Pornográfico....O mesmo que por no desenho
Coordenada.............Que não tem cor
Presidiário.....Que é preso todos OS dias
Ratificar.........Tornar-se um rato
Suburbanos...Habitantes de túneis do metrô
Violentamente......Viu bem devagar
Contribuir.........Ir com vários índios

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

EU DECIDI... APRENDI E DESCOBRI

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RACISMO

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Um Novo Credo

Frei Betto.
Creio no Deus desaprisionado do Vaticano e de todas as religiões existentes e por existir. Deus que precede todos os batismos, preexiste aos sacramentos e desborda de todas as doutrinas religiosas.
Livre de teólogos, derrama-se graciosamente no coração de todos, crentes e ateus, bons e maus, dos que se julgam salvos e dos que se crêem filhos da perdição, e dos que são indiferentes aos abismos misteriosos do pós-morte.
Creio no Deus que não tem religião, criador do universo, doador da vida e da fé, presente em plenitude na natureza e nos seres humanos. Deus ourives em cada ínfimo elo das partículas elementares, da requintada arquitetura do cérebro humano ao sofisticado entrelaçamento do trio de quarks.
Creio no Deus que se faz sacramento em tudo que aproxima, atrai, enlaça, abraça e une – o amor. Todo amor é Deus e Deus é o real. Em se tratando de Deus, bem diz o pensador islâmico Rumî, não é o sedento que busca a água, é a água que busca o sedento. Basta manifestar sede e a água jorra.
Creio no Deus que se faz refração na história humana e resgata todas as vítimas de todo poder capaz de fazer o outro sofrer. Creio em teofanias permanentes e no espelho da alma que me faz ver um Outro que não sou eu.
Creio no Deus que, como o calor do sol, sinto na pele, sem no entanto conseguir fitar ou agarrar o astro que me aquece.
Creio no Deus da fé de Jesus, Deus que se aninha no ventre vazio da mendiga e se deita na rede para descansar dos desmandos do mundo. Deus da Arca de Noé, dos cavalos de fogo de Elias, da baleia de Jonas. Deus que extrapola a nossa fé, discorda dos nossos juízos e ri de nossas pretensões; enfada-se com nossos sermões moralistas e diverte-se quando o nosso destempero profere blasfêmias.
Creio no Deus que, na minha infância, plantou uma jabuticabeira em cada estrela e, na juventude, enciumou-se quando me viu beijar a primeira namorada. Deus festeiro e seresteiro, ele que criou a Lua para enfeitar a noites de deleite e as auroras para emoldurar a sinfonia passarinha dos amanheceres.
Creio no Deus dos maníacos depressivos, das obsessões psicóticas, da esquizofrenia alucinada. Deus da arte que desnuda o real e faz a beleza resplandecer prenhe de densidade espiritual. Deus bailarino que, na ponta dos pés, entra em silêncio do palco do coração e, soada a música, arrebata-nos à saciedade.
Creio no Deus do estupor de Maria, da trilha laboral das formigas e do bocejo sideral dos buracos negros. Deus despojado, montado num jumento, sem pedra onde recostar a cabeça, aterrorizado pela própria fraqueza.
Creio no Deus que se esconde no avesso da razão atéia, observa o empenho dos cientistas em decifrar-lhe os jogos, encanta-se com a liturgia amorosa de corpos excretando sumos a embriagar espíritos.
Creio no Deus intangível ao ódio mais cruel, às diatribes explosivas, ao hediondo coração daqueles que se nutrem com a morte alheia. Misericordioso, Deus se agacha à nossa pequenez, suplica por um cafuné e pede colo, exausto frente à profusão de estultices humanas.
Creio sobretudo que Deus crê em mim, em cada um de nós, em todos os seres gerados pelo mistério abissal de três pessoas enlaçadas pelo amor e cuja suficiência desbordou nossa Criação sustentada, em todo o seu esplendor, pelo frágil fio de nosso ato de fé.

Domingo, Fevereiro 07, 2010

FOTO COMÉDIA














Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

BRINQUEDINHO DO RAIKONEM









DOMINA A MOTOCA

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CONCURSO GATA MOLHADA


MACACO NÃO PERDE TEMPO

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NOVO PARQUE AQUÁTICO DE SÃO PAULO


CRISE...


PROBLEMAS COM ENCHENTES?


A EXECUTIVA

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal.
Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas.Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:
- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?
- No céu.
- No céu?...
- É.
- Tipo assim... o céu, CÉU...! Aquele com querubins voando e coisas do gênero?
- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.
Apesar das óbvias evidências nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.
Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.
E foi aí que o interlocutor sugeriu:
- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.
- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
- Assim?(...)
- Pois não?
A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.
Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:
- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...
- Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?
- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo 'executiva'?
- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.
Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.
- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.
- É mesmo?
- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?
- Ah, não sabemos.
- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.
- Que interessante...
- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.
- !!!...???...!!!...???...!!!
- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?
- Sobre todas as coisas.
- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.
- Incrível!
- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um Turnaround radical.
- Impressionante!
- Isso significa que podemos partir para a implementação?
- Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...
Max Gehringer
(Revista Exame)

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

TÚNEL DA MORTE - RÚSSIA

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TOMA JUÍZO....


DIFERENÇAS DA EDUCAÇÃO


MUDAR HÁBITO X MUDAR HABITAÇÃO

Se alguém quebrou ou torceu a perna e não andar de carro ou barco, chama o médico para endireitar a fratura ou o músculo torcido. Mas e essa alma, quebarda e deslocada em tantos lugares, acreditas que as mudanças de lugar poderão recuperá-la? O ferimento é muito grave para ser curado apenas com uma mudança de lugar.
...
Ficas espantado por fugir em vão? Aquilo do que estás tentando te livrar está sempre junto a ti. Começa, portanto, a te corrigir, a livrar-se desse fardo. Põe um limite respeitável nesses desejos que devem ser eliminados. De tua alma retira toda a maldade. Se queres viagens agradáveis, cura aquilo que te acompanha. Se conviveres com avarentos, a avareza te seguirá; se conviveres com os soberbos, o orgulho te seguirá. Teu mal jamais te abandonará se continuares frequentando os ambientes nocivos, e a amizade com adúlteros aumentará o fogo da licenciosidade que há em ti.
Se queres te livrar desses vícios, é preciso livrar-te dos exemplos perniciosos.
.
Sêneca - Aprendendo a viver. pg 128.

KKKKKKK





PARABÉNS SÃO PAULO - 456 ANOS




A bandeira da cidade de São Paulo é composta por uma cruz deitada e o brasão da cidade.
A bandeira paulistana é branca, traz a
Cruz da Ordem de Cristo em vermelho e ostenta o brasão do município no centro.
O branco simboliza a paz, a pureza, a temperança, a verdade, a franqueza, a integridade, a amizade e a síntese das raças. O vermelho simboliza a audácia, a coragem, o valor, a galhardia, a generosidade e a honra. A cruz evoca a fundação da cidade. O círculo é o emblema da eternidade e a frase no idioma latim descrito no brasão ,"non ducor duco", significa, "Não sou Conduzido, Conduzo!", reafirmando a posição de São Paulo como capital e líder de seu estado e como cidade mais importante do país em diversos aspectos.
Foi instituída em
6 de março de 1987 pelo prefeito Jânio Quadros. Antes dela, a bandeira era toda branca com o brasão da cidade ao centro.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Sábado, Janeiro 23, 2010

MATO GROSSO





Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

PLANETA TERRA

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A arte de viver

Ricardo Gondim
Definitivamente viver não é fácil. Basta observar as fatalidades que poluem as estradas da história. Milhões morreram sem conseguir aprimorar-se na difícil arte de existir. A vida muitas vezes é áspera, arriscada e sempre perigosa. A toada inclemente do tempo, a tensão de ter que conviver com pessoas impiedosas, o peso de ter que decidir entre o certo e o errado exigem cuidados extremos. Não basta viver -- é preciso viver bem e para isso é necessário concentração, bom siso e uma pitada de humildade.
A arte de viver requer que se rompam os confinamentos. Toda marginalização ou reclusão imposta é nitroglicerina que detona a alma e forma abismos que sorvem a alegria de viver. No ventre da história conturbada e triste do século 21, somente artistas e poetas conseguiram recuperar o verbo coexistir de sua insignificante função. Antigamente coexistir descrevia a tolerância como mero dever. Os civilizados precisavam de resignação para aguentar o próximo. De repente, coexistir passou a significar a beleza de reconhecer a dignidade dos que pensam diferente, transmitindo a ideia de que ninguém será discriminado, diminuído ou marginalizado por causa de sua fé, cor da pele ou ideologia política.
As diferentes cosmovisões possuem valor idêntico. Na boca dos poetas, as expectativas dos profetas por um mundo sem cadeias de absolutismo já começaram a acontecer. Eles intuem que em breve a humanidade não suportará racismos, ódios e desprezos sociais. Um dia, os campos de batalha serão arados e semeados com amor para que nunca mais se confunda o choro de crianças com os hinos marciais.
A arte de viver requer que se ame a poesia. Só ela pode apagar o ódio. Os poetas se unirão a homens e mulheres de boa vontade para soterrar os charcos da maldade com benignidade e beleza. Estes serão chamados filhos de Deus, pois carregam o antídoto capaz de salvar o mundo. Nervos gripados de vingança e olhos enrubescidos de brutalidade se confrontarão com a singeleza da palavra, mas a ternura triunfará -- quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
A arte de viver requer que sempre se opte pela simplicidade, porque a vida verdadeira se esconde na realidade mais frágil. Os que se encantam com as sofisticações não conseguem enxergar a beleza que mora nas coisas efêmeras; só o insubstancial é eterno. É necessário um olhar singelo para perceber a graça que há no comum. Os pobres de espírito entrarão nos átrios sagrados de Deus. Os puros de coração perceberão na bruma silenciosa a voz do Espírito.
A arte de viver requer integridade. Uma vida abundante precisa juntar os fragmentos da alma para viver com uma santidade não restrita à obediência religiosa ou ao cumprimento de mandamentos moralistas. Não basta resignar-se. Santidade é plenitude do ser, do ser-homem, do ser-mulher. Só os verdadeiramente santos eternizam os instantes para, inteiros, saborearem as chances fugazes de felicidade.
A arte de viver requer respeito aos ciclos da vida. As estações se alternam do verão ao inverno, da primavera ao outono, e quem não experimenta cada tempo com suas peculiaridades acaba adoecendo. No tempo de nascer faz-se festa, no de morrer lamento; no tempo de plantar semeia-se esperança, no de colher o que foi plantado lida-se com a derrota; no tempo de matar se aprende a dizer adeus, no de sarar o poder do perdão; no tempo de demolir se despede da onipotência, no de construir adquire-se fé na ressurreição; no tempo de chorar se convive com a fraqueza, no de rir com a força da alegria; no tempo da guerra se percebe o perigo da perversidade, no da paz a felicidade da sabedoria.
A arte de viver requer sensibilidade transcendental. Contentar-se com os horizontes do mundo material e imanente significa abrir mão da vida eterna. Os seres humanos nasceram com sede pelo que está além do céu, além da última galáxia, além do tempo Pulsa no coração humano a litania que repete: “Por que te escondes, Senhor?”. Tudo passa. Todas as emoções perdem o encanto. Todos os prazeres são provisórios, mas a sede pelo divino permanece. Quem beber de um gole d’água da vida, quem receber uma visitação do Espírito e quem ouvir uma só palavra do Cordeiro de Deus, jamais se contentará com o brilho deste mundo.
A difícil arte de viver não aceita procrastinação. Quem deseja experimentar o céu e evitar o inferno deve começar já, antes que se rompa o fio de prata.
Soli Deo Gloria

SORTUDO

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IMAGENS OLÍMPICAS










Viver faz bem

Ricardo Gondim.
Sei que não preciso explicar, mas estou crescentemente apaixonado pela vida. Amo a vida porque as cores me fascinam, os gênios me intrigam, as poetisas me seduzem, os santos me quebrantam, os justos me desafiam, os solidários me estimulam. Tudo é esmagadoramente formoso.
Sei que corro o risco de ser redundante, mas estou crescentemente viciado em viver. Amo a vida porque os sabores me esfomeiam, os silêncios me atraem, os mistérios me intrigam, os horizontes me instigam. Já meio estrábico, encaro de perto o milagre da vida e fico sem reação. Tudo é avassaladoramente delicioso.
Sei que posso resvalar no lugar comum, mas estou fascinado com a aventura de viver. Amo a vida porque as mulheres me encantam, os altruístas me humilham, os sábios me instruem, os artistas me animam. A fertilidade criativa é infinita. As bibliotecas, um dia, não caberão tantos livros. O Louvre precisará de anexos. Quero viver até o final do milênio para testemunhar o que ainda será inventado, criado e recriado. Tudo é magnificamente grande. Sei que me repito, mas estou maravilhado com o dia a dia. Amo a vida porque não espero o previsível, não aceito a manipulação dos espertos e não convivo com o domínio dos poderosos. Acolho o insólito e enfrento o traumático para não fugir da realidade da dor. Se evito as atrocidades é para nunca afeiçoar-me com o mal. Tudo é poderosamente desafiador.
Sei que retorno ao mesmo tema, mas estou deslumbrado com as contradições da vida. Amo a vida porque sofro com angústias que não são minhas e abrigo felicidades alheias. Eu e meus irmãos somos paradoxais, saltamos como a corça e nos entocamos como a lebre, rujimos como o leão e bailamos como o colibri. Celebro a liberdade de orvalhar o papel com as lágrimas da poesia e encharcar a camisa com o suor dos meus ideais. Tudo é fantasticamente misterioso.
Sei que posso arrefecer a força de minha escrita, mas estou colado ao ofício venturoso de viver. Amo a vida porque tento entupir o ralo por onde podem descer os poucos dias de minha vida, escapo do banal. Parei de dissimular, não pretendo ver-me consumido com ódios que gastam tanta atenção. Prego em tábuas as memórias para não deixá-las fugirem. Se me comparocom os amigos que envelheceram é para dizer: Meu Deus, eles se desgastaram mais do que eu! Disponho-me a pagar o preço da longevidade. Não invejo o Monumento ao Soldado Desconhecido e nem as flores que recebeu do imperador. Não desejo a sorte dos Camelots: John Kennedy, Che Guevara, James Dean, Lady Diana - todos morreram cedo. Tudo é fortemente cativante.
Sei que preciso enfatizar, mas eu preciso dizer a mim memso que é bom viver. Amo a vida porque engasgo com o semblante do noivo naquele instante mágico em que a porta da igreja se abre para sua noivinha vir dizer sim. Emociono-me com o café que incensa a manhã pueril. Ouço a canção da menina desafinada como de uma soprano erudita. Leio o bilhete do presidiário como um tratado filosófico. Acolho as razões da avó como verdades inquestionáveis. Tudo é profundamente sensível.
Sei que posso dizer mais uma vez, e em letras garrafais: Eu amo viver! Amo a vida porque perdi a pressa. Desisti das onipotências, abri mão da perfeição e comecei a perceber que Alguém me ama sem que precise provar nada para Ele. Tudo é infinitamente gracioso.
Soli Deo Gloria.

QUE BARRIGA!!




OS DESENGANADOS E OS ENGANADOS



Não sei se ainda hoje se fala assim, mas até há alguns anos se dizia, a respeito de alguém que estivesse gravemente enfermo, que ele estava desenganado. Ou seja, que estava à beira da morte. Quanto mais penso mais acho curioso o fato de usarmos a palavra “desenganado” quando nos referimos a uma pessoa que vai morrer, já que isso vai acontecer a todos nós. Desenganado é aquele que já sabe que vai morrer, ao passo que nós, que gozamos de boa saúde, que ainda não sabemos que vamos morrer, somos os “enganados”.
Nos relacionamos de uma forma extremamente complexa com o fato de sermos mortais. A tendência que predomina em nós é a de negá-la, o que define o mecanismo pelo qual nos tornamos “enganados”, aqueles que fingem não saber que vão morrer. Poucas são as pessoas que, em plena saúde, pensam na morte como uma possibilidade permanente. Poucos levam em conta a morte como parte dos seus projetos de vida: a morte determina um sentimento de urgência, de que não podemos adiar indefinidamente nossas decisões, de que temos que fazer opções e aceitar perdas. Aliás, uma das dificuldades de lidar com as perdas é que todas elas têm algo da morte, da inaceitável e inexorável finitude. Ao pararmos de fumar dizemos: “nunca mais poderei fumar um cigarro”! Nunca mais é quase sinônimo de morte; é vivenciar a morte em vida. Rupturas amorosas provocam sentimentos equivalentes.
Mesmo aqueles que se empenham em não fazer parte dos “enganados” têm que viver como se fossem eternos. Em termos, é claro. Não cabe, aos 80 anos de idade, continuar a trabalhar e a poupar para o “futuro” da mesma forma que se faz aos 30 anos. Não é o caso, porém, de se abandonar todos os projetos e planos para o futuro, já que não é impossível que se possa viver ainda uns 10 ou 15 anos com boa atividade e lucidez. Penso que o ideal é se posicionar mais ou menos da seguinte forma: sabemos que somos mortais e que poderemos morrer a qualquer instante. Porém, temos que atuar como se fôssemos viver para sempre. Trata-se de ter, ao mesmo tempo, consciência da finitude e humildade de saber que não se é dono do próprio destino.
Não creio que se deva pensar de modo diferente no caso de sermos portadores de alguma doença mais ou menos grave. Mesmo respeitando os médicos e a medicina, não são eles -- e nem os exames que eles nos mandam fazer -- os que vão decidir sobre se estamos em vias de morrer ou não. Vivemos a vida com a sombra da morte ao nosso lado. Mesmo que uma tomografia ou outro exame detecte de modo vigoroso a presença da sombra da morte, isso não deveria nos surpreender tanto e nem mesmo considerarmos que já fomos julgados e que o veredicto da morte é fato consumado, que a vida já foi derrotada. Penso que cada situação existencial contém os ingredientes da vida e da morte e os exames são como uma fotografia, o registro de um estado momentâneo que sempre poderá ser alterado. Nós que não estamos enganados não poderemos ser desenganados.
Nós que não estamos enganados podemos estar com saúde ou doentes. Em ambos os casos, sabemos que se trata de uma fotografia instantânea e não de um filme permanente e definitivo. Talvez devamos compreender que a vida é mesmo uma luta permanente -- agonia é sinônimo de luta, como aprendi lendo Miguel de Unamuno, escritor e ensaista espanhol do século passado. Lutamos contra inúmeros obstáculos e adversidades externas. Lutamos contra inimigos reais, animados e inanimados. Lutamos contra adversidades climáticas e tentamos sobreviver a guerras e a invasões de microorganismos. Lutamos para permanecer serenos diante de situações alarmantes e ameaçadoras, para manter a alegria mesmo em situações mais tristes, para sermos ponderados mesmo quando somos provocados etc. Nenhuma dessas eventuais vitórias é definitiva, de modo que em futuras situações teremos que voltar à luta com igual vigor e persistência. A luta é diária e ininterrupta.
Nenhuma luta contra adversidades externas é tão difícil e dolorosa quanto a que travamos internamente entre nossas tendências construtivas e destrutivas, entre a vida e a morte. A briga é permanente e independe de estarmos ou não com boa saúde. Não creio que seja igualmente relevante o fato de estarmos doentes -- tanto as banais como as de maior gravidade e perigo. Estamos sempre diante de um estado momentâneo, de uma fotografia. A luta é contínua. Tanto faz se estamos sadios ou doentes, temos que lutar pela vida e contra a morte a cada dia, a cada instante. Temos que lutar com todas as nossas forças para prolongar a vida e fazer dela uma condição construtiva e produtiva tanto para nós como para os que nos cercam. Temos que lutar sabendo que, no fim, seremos derrotados; a morte, e só ela, dará fim à nossa agonia. Quando a batalha final chegar, os que souberam lutar com dignidade também saberão aceitar a derrota com docilidade.






Escrito em 2 de fevereiro de 2003.


Flávio Gikovate.