RECOMENDE!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

PRIORIDADE FEMININA


O que é prioritário na nossa vida? Qual o objetivo principal da nossa existência?
Atualmente temos uma geração feminina que progrediu muito com a revolução idealizada pela igualdade dos sexos. Tanto é esse desejo de igualdade que muitas sacrificam a excelência do seu ser, ou seja, a capacidade de gerar e dar a luz a sua descendência para uma competição acirrada com o sexo oposto. Há pouco tempo atrás, mulheres estudavam, tinham algum tipo de emprego comum, mas sua visão, o seu objetivo era se casar e ser uma boa mãe e esposa, para não identificá-la como ‘dona-de-casa’, por isso era motivada a conhecer receitas de culinária e truques domésticos. Raramente encontrava-se uma mulher que visava mais o profissional do que o familiar, diferente do homem, que para participar da família, tem que cumprir o seu papel profissional. A carreira mais admirada por elas era a majestosa profissão de educadora. O pai era o mantenedor e a lei, a mãe a administradora e a graça, lugar de carinho, consolo e conselho a todo momento.
Hoje a mulher busca a ‘carreira’ profissional, nada contra, mas contra a obstinação de muitas que colocam isto acima do seu papel de ser mãe e esposa. Ou deixa para ser mãe tarde demais e algumas nem conseguem mais por vários motivos, inclusive o uso ininterrupto de hormônios. Outras se dedicam tanto a sua profissão que não vive a criação dos filhos, e se tornam mães ausentes, dão de tudo para os seus filhos, menos amor, conselho e presença. É certo que os pais também se tornam ausentes, mas a falta da mãe, principalmente nos primeiros anos da vida, se torna uma ferida extremamente dolorosa.
Ah! Mas estamos no século vinte e um, novos tempos, novo milênio, a vida está mais difícil e todos buscam uma independência financeira, dar o melhor para os filhos, buscar um futuro tranqüilo. Então a mulher sai a ‘caça do mamute’, ou seja, vai trabalhar, não para ‘acrescentar’ a renda da família, mas para correr lado a lado com o homem, a casa e os filhos ficam na supervisão da empregada ou são praticamente ‘abandonados’.
Mas até aonde vai a independência financeira? E quando começa a dependência consumista? Ou são a mesma coisa com adjetivos diferentes? Primeiro, para um cristão não soa bem a palavra ‘independência financeira’, a única independência que almejamos e conquistamos é a independência do ser humano daquele estado pecaminoso. A vida abundante que Jesus nos oferece nada tem a ver como bens materiais, estabilidade financeira, lógico que isto está incluído, pois Deus não deixa os Seus sem provisão. Os cristãos são os mais dependentes de todos, somos dependentes de Deus, nosso Criador que a nossa fonte de sustento. O mundo corre obstinado atrás do consumismo desenfreado, propagandas envolventes gritam suscetivelmente que necessitamos de objetos desnecessários, a cada natal, dia dos pais ou das mães, aparecem novas tecnologias que nos fazem parecer ‘mortos’ sem elas. E os filhos têm que estudar em colégios particulares, playstation2, geladeiras forradas com tudo que tem direito, celular último modelo, roupas de griff, etc. Estas são as necessidades dos jovens. Os pais se desdobram para não deixar os filhos desatualizados da galera. Jovens que estão desatualizados dos valores familiares, inclusive do verdadeiro valor da necessidade, não se compadecem do necessitado porque não sabem o que é necessidade, não sabe o que é o verdadeiro amor.
Somos seres insaciáveis na esfera carnal, queremos sempre mais e mais de tudo aquilo que massageia o nosso enorme açougue ambulante, pois temos carne para os mais variados tipos de tentações. O consumismo é insaciável, basta ter dinheiro para se concretizar uma compra e quanto mais dinheiro, mais compra, mais dinheiro quer e menos quer compartilhar. Torna-se um ciclo crescente e sem fim, podendo levar pessoas a frustração e depressão caso não se possua o sonho do seu desejo.

E quando a mulher relaciona o profissional com o ministerial? Abandonar o chamado de Deus para estar bem colocada no mercado de trabalho é certo? Neste ponto não há regras nem diferença dos homens, esta resposta é singular. Cada uma tem uma opinião. Mas cada uma também terá também suas conseqüências. Se Deus te chamar para o ministério integral e você fugir, não se esqueça de Jonas, sua vida será um mar tenebroso e você será um risco para todos que estão ao seu redor e nada que eles fizerem aliviará sua condição rebelde. Maria escolheu melhor do que Marta, Jacó melhor que Esaú, Ló pior que Abraão. Nem sempre a campina verde é a melhor. A dedicação ao serviço integral à Deus pode ser vitalício ou às vezes Deus nos chama para um tempo determinado e integral com Ele, um tempo de cura, aperfeiçoamento, restauração, um pequeno Kairós que fará uma enorme diferença no restante da vida. E nada mais estressante do que não vivermos de acordo com o nosso coração, quando Deus nos chama para Sua obra, este desejo nasce no nosso coração, não somos impulsionados por pastor ou família, mas sim por uma chama que arde na essência do nosso ser. Jonas desde o principio sabia que estava contrariando a vontade de Deus, mas por razões pessoais (rivalidade e vingança aos ninivitas) se tornou rebelde. Será que nossos argumentos pessoais são mais convincentes do que os de Jonas. Não creio, pois Deus sabe todas as coisas e se nos chama para a obra significa que ali, na Sua vontade encontraremos o sentido da nossa vida. Leia Lucas 9.57-62, nem o conforto, família ou assuntos deste mundo são empecilhos para não aceitarmos o chamado para servi-Lo.
É certo que o coração é enganoso, mais quando este coração está na mão de Deus, ele é guiado pelo Espírito Santo a trilhar o seu verdadeiro caminho e cumprir o sentido da sua existência. Ouça a voz que ecoa no coração que está descansando na sombra do Onipotente.
Ore, Medite. Esteja sensível a direção do Espírito Santo e siga a sua doce voz, não se esqueça que isto é o melhor para você com o direito de negar e se encarregar das trágicas conseqüências por tomar um rumo que te levará cada vez mais longe da vontade de Deus para sua vida, mas nunca longe de Deus, pois Este até mesmo nas profundezas do mais terrível abismo estará lá para te orientar ao Norte da sua bússola. Este abismo pode ser um lugar próprio, sofisticado, lindo, cheio de jóias e conforto, mas sem nenhum resquício do incomparável amor de Deus que enche o ambiente de paz e alegria.

Clodoaldo Clay Nunes.
11.12.2005

Um comentário:

Anônimo disse...

muito, muito bom, clay