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domingo, janeiro 29, 2006

YOM KIPPUR CRISTÃO

YOM KIPPUR CRISTÃO


O Yom Kippur é o dia da Expiação celebrado pelos judeus no dia 10 do sétimo mês. Neste dia os judeus ‘afligem’ suas almas como o Senhor Yahweh orientou em Lv 23.26-32. Afligir a alma engloba descanso, jejum, perdão através de sacrifícios expiatórios e a raiz da palavra hebraica significa reconciliação. A essência deste dia é a mesma daquela encorporada no Natal. É o dia em que as pessoas olham para Deus e para o próximo, dia de reconciliação, perdão, bondade, amor, tudo lindo, mas infelizmente só dura 24 horas e o pior, não há a necessária valorização do relacionamento entre o homem e Deus e o Natal é o marco, o inicio de um novo relacionamento através de Cristo Jesus, o único intercessor entre Deus e os homens, mas Este neste dia fica escondido num monte de palha como uma criança indefesa em alguns presépios por ai. O reverenciado mesmo é o Noel, um velhinho bondoso que dá presente no final do ano para aqueles que se comportaram bem durante o ano. Sua roupa original era marrom e após uma propaganda da coca-cola onde o Noel apareceu de branco e vermelho sua roupa se padronizou desta maneira. No Brasil ele é conhecido como ‘papai’ Noel, mas que tipo de pai ele é? Se o considerarmos um pai espiritual estamos pecando, pois Jesus afirmou no cap. 23 de Mateus: “A ninguém na terra chameis de vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que esta nos céus”, temos um pai genético e um Pai espiritual que é Yahweh. Este personagem nasceu na América por imigrantes holandeses e espelha a vida de Nicolau, bispo de Mira (Turquia) no século IV, neste mesmo século começou a comemorar o nascimento de Jesus. Mas que dia Jesus nasceu? Não temos certeza nem do ano, presume-se que Jesus nasceu no ano 4 a.C. um ano antes da morte de Herodes, o Grande. Temos que lembrar também que Jesus não é um ser criado, não teve inicio nem terá fim, Ele é eterno.
A única forma que Jesus nos orientou para celebrarmos a sua vida e não apenas o seu nascimento é a Ceia do Senhor, onde através de um ritual com o pão e vinho simbolizando a carne e o sangue de Cristo, celebramos a importância de Cristo nas nossas vidas. No Natal a ceia é regada a glutonarias e bebedices igual a igreja de Corinto que precisou ser repreendida por Paulo. São raras as famílias que ao menos oram antes da ceia e tem aquelas que seus integrantes se entorpecem tanto que mergulham em brigas, ofensas e distanciamento.
O ser humano tem a infeliz facilidade de cultuar o que é visível e o culto a Jesus não tem esta oportunidade, então começaram a enxertar práticas pagãs no Natal. Além do Noel, o grande símbolo do Natal, há o culto à natureza, esta prática de enfeitar um pinheiro é muito antiga, povos pagãos mantinham esta prática para agradecer a natureza pela provisão oferecida e o pinheiro é símbolo de força e resistência. Nas cidades e nas casas há luzes por todos os lados para suprir a falta da verdadeira Luz de Jesus e contrastar com as trevas da sociedade. O dia 25 de dezembro é o dia em que os pagãos cultuavam Rá, o deus sol, que entre algumas civilizações era considerado o ápice da divindade. Temos também o consumismo desenfreado que não se associa ao cristianismo.
Natal é o dia mais hipócrita do ano, tudo é regido por uma atmosfera de fantasia e falsidade, aquilo que a pessoa não foi e não fez durante o ano, ela vai fazer em um único dia. Reconciliação, perdão, união familiar e ajuda aos miseráveis são pontos fortes neste dia, mas cristianismo não é isto, reconciliação, perdão, união e ajuda aos necessitados é uma constância na vida do cristão. O Natal é um alivio de consciência para aqueles que passaram o ano displicentemente e agora fazem alguma coisa para não fechar o ano em branco, ou melhor, em trevas. Mas isto é insignificante perto da essência cristã. Deveria ser ao contrário, viver este espírito durante o ano todo e no dia escolhido para comemorar o nascimento de Cristo seja exclusivo para exaltar e cultuar Aquele que é digno de glória e louvor, como se fosse um balanço, um acerto de contas e serviços. O Natal perdeu a sua essência e o seu ideal, hoje é dominado pelo paganismo e o consumismo, pontos que nos distancia dos ensinamentos de Cristo.
Deus já nos mostrou várias vezes que Ele tem nojo de celebrações, louvores e sacrifícios que não são acompanhados de obediência e santidade, atitudes que expressam a nossa nova natureza, um viver avaliado por nosso próprio interior, não apenas pelo exterior. Os mornos serão vomitados por Deus, são intragáveis e causam ânsia no Criador, estes ficam em cima do muro, cogitando em vários pensamentos e práticas, querem servir a vários senhores transformando suas vidas em um sincretismo religioso abominável aos olhos do Senhor. Ah! Mas uma árvore decorada não tem nada a ver, nem tem a intenção de cultuar a natureza é somente para entrar no ‘espírito’ natalino, e o Noel diverte as crianças, transmite paz e bondade, é uma mentirinha que faz bem, né? Será que Deus tem o mesmo ponto de vista, não creio. Mentira sempre será uma mentira e o culto talvez não seja diretamente, mas está alimentando e sustentando esta prática pagã.
Não podemos extirpar a celebração do Natal, mas temos que reavaliar nossos conceitos e práticas, nos tornando imagem e semelhança de Cristo ao invés de nos deixarmos levar pelo curso deste mundo ilusório e de valores contrários a vontade de Deus. Temos que abominar a religiosidade que invade nossas vidas destruindo nossa espiritualidade como um câncer.
O Natal não tem magia, é atitude que tem que ser tomada todos os dias do ano, nos lembrando do dia do nosso novo nascimento espiritual através de Jesus Cristo, pois a partir deste momento é que a semente do ‘Logos’ (Jesus) nasceu em nossos corações dando-nos uma vida espiritual. E quando enfocamos este nascimento abrangemos também nossa origem, natureza e essência. Somos originários do ultimo Adão, o espírito vivificante, nossa natureza é espiritual e a nossa essência é negarmos a nós mesmos para seguir a Cristo, suprir as carências dos necessitados, valorizar os excluídos e rejeitados, pois Cristo falou em Mt 25.35 que quando fazemos algo pelo próximo estamos fazendo para Ele. E O Natal nas nossas vidas é diário, pois a cada dia renasce a esperança e a misericórdia de Deus no nosso coração sedento.
Clay. 23.12.05

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