RECOMENDE!

sexta-feira, julho 21, 2006

Sob o calor do imponderável

Pânico em São Paulo! Essa foi a imponderável notícia alardeada, não só pelos veículos especializados, mas, principalmente, pelo "boca a boca", o que não apenas relatou como aumentou o pânico anunciado.

Por que imponderável? Porque perpetrado por bandidos comandados de dentro dos presídios do Estado. Quem acreditaria que os fora da lei teriam coragem para tanto? E ainda capitaneados pelos que, por determinação do Estado, foram privados da liberdade de trânsito e de comunicação com o exterior, ao menos, do tipo de comunicação necessária para tal operação.

Esse tipo de ação, mais do que falar da audácia dos atores, diz da inépcia do estado no cumprimento de seu dever de executor da justiça e de guardião da segurança da população. Não há inteligência nesse Estado? E, mais, esses mandantes estão ou não presos? Se o estão, e essa é a informação que temos, o que significa estar aprisionado nesse Estado? Como prisioneiros detêm tanta possibilidade? Que caminhos utilizam? Quem colabora com eles? E, se nesse Estado há inteligência policial, quem, no comando do governo desprezou essas informações? E por que os bandidos fizeram isso? O que os motivou? Pelo que essas pessoas expõem a sua vida? E aquela velha prática de gente que vive à margem da lei fazer de tudo para passar desapercebido? Como eles foram induzidos a uma guerra que não interessa a seus "negócios", e que, eles sabem, é impossível vencer?

Parece que velha lógica do mocinho versus o bandido não funciona mais. Nada mais é simples assim. Dizem que a revolta é com o sistema prisional, aliás, foi uma operação conjunta: dentro e fora da prisão. Dentro, rebelião; fora, pânico. Inteligente! Pena que a inteligência pareça estar do lado errado. Mas, se a questão é com o sistema prisional, o que está acontecendo? Quem é responsável por isso?

Certamente, os protestos não ocorreram por causa do aprisionamento dos que são tidos como cabeças do crime: eles sabem a regra do jogo. Resta ser pelas condições do aprisionamento. Então, o que eles querem: benesses ou dignidade? Se benesses, não há conversa possível. Se dignidade, então é preciso abrir um inquérito para apurar responsabilidades. De fato, o evento em si e por si, exige a instauração de tal investigação. Porque um grupo de bandidos a gente já conhece, precisamos saber se há outro grupo e quem o compõe.

Estamos nos atendo ao evento em si, porque sempre caberia a pergunta: que condições sociais estão engendrando tanto bandido? Mas, parafraseando Jesus de Nazaré, para começar, basta o mal desse dia.

Há duas reações que não podemos admitir, em hipótese alguma:

1- que o governo negocie com os revoltosos, porque nos faria a todos nós, simples cidadãos, de refém. Aliás são os simples que estão morrendo e que estão matando.

2- que o aparato policial deixe de empunhar a espada do direito e da justiça e passe a brandir a espada da vingança. Não se pode permitir que a barbárie de o tom para a ação do Estado.

Bem, para isso precisamos ter governo que compreenda que há momentos (senão em todos), em que governador tem de deixar de ser um cargo e passar a ser um posto de liderança responsável.

Ariovaldo Ramos.

2 comentários:

Anônimo disse...

I like it! Good job. Go on.
»

Anônimo disse...

Hi! Just want to say what a nice site. Bye, see you soon.
»