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sábado, setembro 23, 2006

A ALMA - O REBE

"A alma do homem é a lamparina de D-us" (Mishlê 20:27).
A chama não tem descanso, pois vive em perpétuo conflito entre dois rivais. Apega-se ao pavio, absorvendo sedenta o óleo que alimenta sua existência. Ao mesmo tempo, ondula para cima, procurando escapar de sua prisão material. Sabe que tal separação seria o fim de sua vida como chama manifesta e luminosa; apesar disso, assim é sua natureza.
Este é o paradoxo da chama da vida: seu apego ao pavio e ao combustível na lamparina sustenta tanto sua existência continuada como sua incessante luta para o aniquilamento.
"A alma do homem é a lamparina de D-us" – o homem, também, é dilacerado por estes dois anseios contrastantes. Por um lado, é atraído para si mesmo e a materialidade, em direção à vida e à existência. Ao mesmo tempo, aspira chegar a um ponto além de si mesmo, transcender as cadeias da materialidade e do passado. A tensão criada por estes conflitos é a essência da vida humana.

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