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segunda-feira, setembro 25, 2006

REVELAÇÃO NATURAL - Rm 1.18-32



Olhando para a natureza, para o imenso universo não podemos dizer que não há um Criador que criou tudo isso com um determinado propósito. Blaise Pascal, um dos maiores cientistas da nossa história afirmou que a ciência explica as coisas até um determinado ponto, após este, somente um Criador, uma Inteligência Suprema para dar fundamento às coisas. Por outro lado, há aqueles que dizem que não existem milagres, tudo é explicado naturalmente e aquilo que não foi ainda explicado é apenas porque ainda não foi compreendido.

“Quando contemplo um pouquinho do que se passa numa simples célula, sou tomado da mesma admiração e humildade que sinto ao contemplar o céu numa noite estrelada. A forma como as complexas atividades da célula concorrem coordenadamente para um propósito comum atinge a parte cientifica do meu ser, constituindo-se na melhor prova de um Propósito Supremo”, palavras de um cientista à Stott.[1] No v. 20 do primeiro capitulo de Romanos, Paulo diz: ‘claramente se reconhecem (...) sendo percebidos’. No grego, os termos são: nooumena e kathoratai, o primeiro ligado à noous, mente, inteligência e o outro a visão física. Ou seja, cada vez mais a inteligência cientifica levará pessoas à percepção de uma Inteligência Suprema, de um Criador.

O Doutor Russel Shedd em seu livro Criação e Graça afirma que a revelação de Deus pela criação não é suficiente para uma fé salvadora. Então, mais do que a revelação da criação, cada ser humano tem um senso moral, uma consciência mesmo que condicionada a uma cultura, difere entre o certo e o errado. Esta é uma fagulha do Nosso Criador, e desesperadamente ela busca O busca através de um ‘magnetismo espiritual’. Conhecemos esta fagulha como ‘nefesh haya’, ‘fôlego da vida’ ou ‘imagem e semelhança do Criador’. Ou seja, temos um espírito que busca o Espírito do Criador. Infelizmente, nesta busca os seres humanos extraviam suas adorações para as criaturas esquecendo-se de adorar o Criador. Por isso, Shedd declara a necessidade da revelação da graça, onde o ser humano abrirá os para um Deus de amor e não apenas o Criador.

[1] Stott, Romanos. P. 80
CLODOALDO CLAY NUNES
23.09.2006

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