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segunda-feira, agosto 27, 2007

LEONARDO BOFF

Não me chame de padre que o Vaticano não gosta.
Eu sou o mesmo: mudei de trincheira para continuar a mesma batalha. Deixei o ministério, mas continuei como teólogo e nunca mais voltei a ter problemas com o Vaticano.

Sou um cigano teológico, mas convencido de continuar defendendo minha fé, que não é a única verdade. E nisso discordo de Roma.
Um teólogo só tem a palavra para continuar vivo, e negar-se a usá-la é morrer. Então abandonei o sacerdócio.
Roma tem medo do presente, da diversidade: tem medo da modernidade e do futuro. E se aceitasse que a centralidade não é a Igreja, mas a humanidade inteira, poderia realmente salvar o mundo. Superando o choque de culturas causado pelo terrorismo e os fundamentalismos. Teríamos de aceitar que nenhuma igreja é portadora da única verdade; só assim poderíamos chegar à paz duradoura.
Antonio Machado explica isso bem: "Não me dê a sua verdade; busquemos juntos a verdade e guardemos a sua e a minha".
O planeta está em perigo. Lembre que "homem" vem de húmus: terra. Somos a Terra, e se a destruirmos também não sobreviveremos: o papa no Brasil deveria ter-se pronunciado pela Terra.
Francisco abraçou todos os seres da terra com emoção sincera. É o santo do diálogo com todos, começando pelo Irmão Lobo, então flagelo dos homens...
Francisco soube ver a comunidade dos seres vivos e sua união inseparável entre todos e com a Terra. Não há felicidade possível se explorarmos os humanos e outras espécies. "Adão" vem de Adana, terra boa.

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