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sábado, setembro 22, 2007

O Segredo - Rhonda Byrne

Isto não é mais segredo há muito tempo. Vários já disseram frases semelhantes, inclusive o sábio Salomão, “pois como imaginou na alma, assim é” Pv 23.7. O poder da mente humana é confirmado por vários segmentos. Não é algo completamente definido, mas com certeza é inegável a sua existência.
Quem nunca vivenciou o poder da lei da atração? Pensou em algo ou em alguém, desejou e logo teve uma surpresa. Não de forma consciente, mas inconsciente. Quem nunca percebeu o poder da atração na hora de iniciar uma classe ou um grupo? As pessoas que tem uma ligação que as atraem já sentam próximas antes de se conhecerem. São muitos os exemplos de atração. Quando temos uma ligação intima com outra pessoa, esta atração se torna ainda mais evidente.
O problema é quando direcionamos esta ‘Lei’ de forma egoísta e obsessiva. Querendo forçar um principio que é limitado. Tanto é que o terceiro passo é o mais importante, você tem que estar em coerência. Ou seja, não adianta você mentalizar uma ferrari se você não tem condições nem de ter um fusca.
A idéia do livro é interessante. Fazer com que as pessoas pensem algo produtivo e positivo. Enfoca também a gratidão que é excepcional para a saúde emocional. Entretanto na Lei da atração vemos uma hipérbole de uma verdade. Uma enorme lente de aumento num processo inegável, portanto muito limitado.
A peçonha do livro é a mesma inserida na sociedade, e a cada dia com mais poder, ou seja, ‘não negar a Deus, mas torna-se deus de si mesmo’. Deseje cada vez mais e não meça esforços para alcançá-los. Não existe um propósito, cada um de dono do seu nariz e faz o que quiser. A sua vontade, os seus desejos se tornam seu deus. E Tiago nos diz que a raiz das nossas guerras e contendas é nossa vontade, nossos desejos e prazeres (Tg 4.1). Além do que, um amplo horizonte de cobiça é aberto. A vida resume-se desejar e mecanizar a mente para este fim. Gerando também um vasto campo de frustração, pois quase sempre desejamos o que não é compatível com as nossas possibilidades.
Por isso Paulo nos orienta a pensar em tudo que é verdadeiro, puro, justo, honesto, amável, virtuoso, de boa fama e em tudo que há louvor (Fp 4.8). Temos um padrão de pureza e santidade a seguir. O caminho da felicidade não é saciar todos os desejos do nosso coração. Primeiro porque ele é enganoso e o mesmo Salomão que nos diz sobre o poder da mente também nos aconselha a guardar o coração, pois dele procedem as saídas da vida (Pv 4.23). Um desejo é fecundado no coração para depois ser nutrido na mente.
Nosso coração é podre não dá nem para dar um jeito, tem que trocar por outro dentro da logística divina (Ez 11.19). Nossa mente tem que ser renovada (Rm 12.2), pois nossos pensamentos são muito, mais muito ínfimo perto dos pensamentos que o Senhor tem para nós (Is 55.8-10). Por isso temos que dioturnamente guardar nossa mente e nosso coração das atrativas armadilhas que nos rodeia e nos assedia constantemente de forma sutil ou explicita. E o único lugar que nos protege deste mundo cão que devora a si mesmo é a Sombra do nosso Senhor. Somente dentro de um forte relacionamento com Deus através das práticas espirituais podemos nos direcionar sobre o que pensar e o que desejar.

CLODOALDO CLAY NUNES
22.09.2007

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