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sábado, setembro 08, 2007

Para Desligar o Circuito do Vício


Revista Veja de 23 de maio de 2007 - p.79 – 85

A reportagem da Revista Veja aborda um tema muito discutido em sala de aula, uma preocupação de pais e professores: as drogas. As novidades são as terapias medicamentosas, em teste, que combatem o vício.
Uma delas é a vareniclina. Uma substância que atua nos mecanismos cerebrais da dependência, bloqueando a sensação de prazer proporcionada por drogas como a nicotina. Outras centenas de remédios estão em testes. Especialistas afirmam que em cinco ou dez anos a medicina viverá uma revolução no tratamento de todo e qualquer vício. A chave desse avanço está na compreensão dos caminhos percorridos pela dopamina no cérebro. A dopamina é o neurotransmissor da dependência. Ela dispara a sensação de prazer – seja a advinda da ingestão de um prato saboroso, seja a causada pelo uso de um entorpecente. Ao inalar cocaína, por exemplo, o usuário tem seu cérebro inundado de dopamina – daí a sensação de euforia que, em geral, a droga produz.
A matéria traz ainda uma pesquisa do Laboratório Pfizer, com 4.253 fumantes, em todo o Brasil. A pesquisa revela que 53% dos fumantes entrevistados deram sua primeira tragada entre 16 e 20 anos de idade e 32,5% começaram entre 10 e 15 anos. Esses dados confirmam que é a adolescência a fase em que os jovens estão mais suscetíveis aos vícios.
“Há dois grupos de pessoas bastante vulneráveis ao vício – os adolescentes e os portadores de distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia, depressão e ansiedade. Durante a adolescência, o cérebro sofre mudanças dramáticas. Uma das áreas ainda em maturação do córtex pré-frontal, associado à tomada de decisão e responsável pelo controle dos desejos e emoções. O fato de essa região do cérebro ainda estar em desenvolvimento nos adolescentes os coloca sob risco maior de optar por decisões erradas, como experimentar drogas e continuar a abusar delas. Além disso, o uso de substâncias químicas nesse momento de desenvolvimento tende a ter um impacto mais profundo e duradouro no funcionamento cerebral”.
Por isso, é necessário um diálogo de forma preventiva. Como diz o ditado: mais vale prevenir que remediar. Esse é o trabalho que está sendo desenvolvido pela orientação educacional do Colégio Cruzeiro. Apresentações do grupo “O Teatro Institucional”, com a peça “Saideira”, informam os alunos sobre os perigos das drogas e como a dependência química destrói as relações familiares, as amizades e os afetos. Os debates, ao final da peça, são a oportunidade para os jovens tirarem suas dúvidas e demonstrarem o que já sabem sobre as conseqüências do uso de drogas lícitas ou ilícitas.

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