RECOMENDE!

segunda-feira, outubro 15, 2007

SERES HUMANOS

"O universo é constituído por uma imensa teia de relações de tal forma que cada um vive pelo outro, para o outro e com o outro; o ser humano é um nó de relações voltado para todas as direções"
Leonardo Boff

O QUE É PECADO?

Quando menino João Wesley perguntou a sua mãe: - O que é pecado? Respondeu-lhe ela: Meu filho, se você quiser julgar a legalidade ou ilegalidade de um prazer, adote essa regra: Qualquer coisa que debilite a razão, que diminua a sensibilidade de sua consciência, obscureça a sua concepção de Deus, ou enfraqueça o seu gosto pelas coisas espirituais, qualquer coisa que aumente o domínio da suas paixões sobre a razão, isso é pecado, por mais inocente que pareça.

domingo, outubro 14, 2007

Reflexão

Ao nascer, perdemos o aconchego a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos. Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder. E seguimos a ganhar. Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas por que alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E, ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por que? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás. Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer. Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres.... E aprendemos. E vamos adolescendo ganhamos o mundo. Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos. Ah, os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo. Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas, não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? E continuamos amadurecendo ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos... Mas, perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos - lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e assim, vamos ganhando tempo... enquanto envelhecemos. De repente, percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ...ganhamos celulite, estrias. E perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. Perdemos a esperança. Estamos envelhecendo. Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer? Exceto aquele que se faz em vida? Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos e se sintam amados mais do que saibam-se amados.
Afinal, o que é o tempo?
Não é nada em relação à vida...

A história do porco e do cavalo!

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia, ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois, o cavalo adoeceu, prontamente, ele chamou o veterinário:
- Bem, seu cavalo está com uma virose. É preciso tomar este medicamento durante três dias. No terceiro dia, eu retornarei e, caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
O porco, que estava nas proximidades, escutara toda a conversa. No dia seguinte, logo após o medicamento haver sido ministrado no cavalo, o porco se aproximou e disse:
- Força, amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!!!
No segundo dia, deram novamente o medicamento e saíram. O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Vamos lá, amigão! Levanta, senão você vai morrer! Vamos lá! Eu te ajudo a levantar... upa! Um, dois, três. Nada.
No terceiro dia, deram o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, se ele não se recuperar até amanhã, vamos ter que sacrificá-lo, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:
- Cara, é agora ou nunca. Levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos! Um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai...
Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!
Você venceu, campeão!
Então, de repente, o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou: - Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa!
Vamos matar o porco!
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso.
Saber viver e ser reconhecido é uma arte.
Autoria de Antônio Moraes.

FLORES: FRUTAS QUE SE COMEM COM OS OLHOS









Infância





Minas




Belinha e Kiara


domingo, outubro 07, 2007

O mala Malafaia


ENGANANDO O POVO, QUE VERGONHA!

Palavras Ao Vento

Tirando o que ele fala sobre o pecado e o sagrado...
A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra amor e se acha importantíssima por isso!
Com A se escreve "arrependimento" que é uma inútil vontade depedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchaumais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz"abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa...
Com B se diz "belo" - que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a "bênção", um sim que pretende dar sorte.
Com C, "calendário", que é onde moram os dias e o "carnaval", esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. "Civilizado" é quem já aprendeu a cantar ´parabéns pra você` e sabe o que é "contrato": "você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo".
Com D , se chega à "dedução", o caminho entre o "se" e o"então"... Com D começa "defeito", que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.
E tem o E de "efêmero", quando o eterno passa logo; de"escuridão", que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas; e "emoção", um tango que ainda não foi feito. E tem também "eba!", uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganhou um pirulito, por exemplo...
F é para "fantasia", qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"; "fábula", uma história que poderia ter acontecido deverdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e "fé", que étoda certeza que dispensa provas.
A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a confundem com o J. G, de "grade", que serve para prender todo mundo - uns dentro, outros fora; G de "goleiro", alguém em quem se pode botar a culpa do gol; G de "gente": carne, osso, alma esentimento, tudo isso ao mesmo tempo.
Depois vem o H de "história": quando todas as palavras do dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada.
O I de "idade", aquilo que você tem certeza que vai ganhar deaniversário, queira ou não queira.
J de "janela!, por onde entra tudo que é lá fora e de "jasmim",que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim.
L de "lá", onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui; de "lágrima", sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração, e de "loucura", coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.
M de "madrugada", quando vivem os sonhos...
N de "noiva", moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro.
O de "óbvio", não precisa explicar...
P de "pecado", algo que os homens inventaram e então inventaram que foi Deus que inventou.
Q, tudo que tem um não sei quê de não sei quê.
E R, de "rebolar", o que se tem que fazer pra chegar lá.
S é de "sagrado", tudo o que combina com uma cantata de Bach; de"segredo", aquilo que você está louco pra contar; de "sexo":quando o beijo é maior que a boca.
T é de "talvez", resposta melhor que ´não`, uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança... de "tanto", um muito que até ficou tonto... de "testemunha": quem por sorte ou por azar, não estava em outro lugar.
U de "ui", um ài" que ainda é arrepio; de "último", que anuncia o começo de outra coisa; e de "único": tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.
Vem o V, de "vazio", um termo injusto com a palavra nada; de"volúvel", uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que querem que ela queira.
E chegamos ao X, uma incógnita... X de "xingamento", que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; ede "xô", única palavra do dicionário das aves traduzida para oportuguês.
Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro... Z de "zaga", algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado; de "zebra", quando você esperava liso e veio listrado; e de "zíper", fecho que precisa de um bom motivo pra ser aberto; e de "zureta", que é como fica a cabeça da gente ao final de um dicionário inteiro.
Pedro Bial

sábado, outubro 06, 2007

ESPETÁCULO


FIGURAS





Ousadia! - Desconheço a autoria

Você já se arrependeu de, em determinadas circunstâncias, não ter tomado atitudes que viessem, de alguma forma, melhorar sua vida?Todos nós, quando fazemos exame de consciência, lembramos de vários ¿agoras¿ que foram perdidos e que não voltam mais. Que o arrependimento de não ter tido, não ter sido, não ter feito, não ter aceito, costuma ser doloroso e profundo. Na realidade, o que nos impede, na maioria das vezes, de ter o que queremos, ser o que sonhamos, fazer o que pensamos e aceitar com o coração é a ousadia que não cultivamos. A ousadia é, geralmente, escrava do medo... Quantas vezes perdemos a oportunidade de sermos felizes, pelo medo de ter ousadia de amar; Medo de ousar porque o objeto do amor era mais bonito, mais alto, mais rico, mais jovem, mais culto... E aí, o tempo passou e o agora também. Quantas vezes perdemos a oportunidade de realizar um grande sonho, por não termos coragem de ousar, de arriscar deixando para depois ou para mais tarde o que deveria ser naquele agora?Quantas vezes não pronunciamos, no momento oportuno, as palavras que gostaríamos de dizer, pelo medo de parecermos ridículos e imaturos?Quantas vezes ficamos por medo de partir?Quantas vezes partimos por medo de ficar?Quantas vezes dizemos baixinho o que na verdade gostaríamos de gritar?Quantos ¿agoras¿ perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas? O medo que nos impede de ser ousado agora, também está impedindo você de perceber a linda pessoa que poderá ser... Não deixe que os momentos passem...

Carta de Luciano Huck

O apresentador Luciano Huck foi assaltado na quinta-feira, dia 27 de Setembro, em São Paulo. De arma na mão os ladrões levaram o relógio dele. Esse episódio de violência gerou uma carta indignada dele que saiu no jornal Folha de São Paulo:
Luciano Huck foi assassinado. Manchete do Jornal Nacional de ontem... E eu (Luciano), algumas páginas à frente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.
Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.
Por quê? Por causa de um relógio.
Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.
Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.
Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Mas a situação está ficando indefensável.
Passei um dia na cidade e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário.
Onde está a polícia? Onde está a "Elite da Tropa"? Quem sabe até a "Tropa de Elite"! Chamem o Comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam para o infinito.
Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV Diverte e a ONG que presido têm um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.
Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade.
Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.
Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso?
Hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.
Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.

demonstração de amor




Chaplin


sexta-feira, outubro 05, 2007

Crente, credo!

Todo mundo é crente. Até o que se diz ateu é crente. Ele crê que Deus não existe. Crente é todo aquele que crê em algo. Entretanto, o figura aqui descrito é o tipo mais escroto deles. E quando se juntam, ficam insuportáveis. Raça de víboras! Assim Jesus tratava os religiosos da época, será que também não podemos usar este conceito para estes que se reúnem em nome do Deus Eterno, mas cultuam o seu deus interno?

Os daquela época usavam aparecia de piedade, mas tinham um coração mau, julgavam, condenavam e procuravam pessoas para apedrejar. Passavam displicentemente ao lado do necessitado, pois se preocupavam em olhar apenas para cima. Preocupados com sua religião vertical. Cumpriam todos os ritos religiosos e abstinham-se do amor. Hoje, a maioria desses religiosos é uma foto cópia dos anteriores. Apenas vestem uma roupagem da pós-modernidade.

Amar o próximo? Quanto amor eles tem para dar, pena que dão. Direcionam este amor para o espelho, para o próprio umbigo. O amor é muito mais sublime do que este que circula entre nós. Somos uma sociedade egoísta, mesquinha, arrogante. Uma sociedade emocionalmente doente. E os crentes parecem que potencializam estas características. Ainda mais com esta teologia da prosperidade que transforma pessoas em sanguessugas, como a do provérbio: Dá-me, Dá-me, Dá-me!

Este tipo de gente é arrogante. Acha-se o dono da verdade e esta o cega. A verdadeira verdade liberta (Jo 8.32), entretanto esta é a verdade de cada um e desta forma o tatame está armado até entre eles. Combatem-se em busca de esticar a sua verdade pessoal mais do que a verdade do outro, até tentar alcançar a Verdade de Cristo. Cada um tem a sua verdade, a luta é para ver qual é a que melhor se entrelaça com a verdadeira Verdade de Cristo.

União? Só se for nas panelinhas. E há argumento para formação destas. ‘Até Jesus tinha suas panelinhas’. Tinha a dos doze e dentro desta tinha Jesus e mais três. É! Mas é bem diferente das atuais panelas que contém tampas e não permite o compartilhamento com outros. Tirando a união que provém da simpatia, encontramos uma pseudo união, a ‘união casca de ovo’, vista somente nos encontros com todo o seu ar de hipocrisia e fragilidade. Cumprimentam-se como amado, querido, prezado irmão. Porém basta algo ínfimo para que esta união se desfaleça.

Não pense que me excluo desta. NÃO! De forma alguma. Creio que todos nós CRISTÃOS temos nossos momentos de ‘crente’. Este tipo de gente que enoja tanto a sociedade quanto aos verdadeiros cristãos. Quem pode dizer que nunca cultuou seu deus interior? Quem nunca deixou de prestar ajuda ao necessitado? Quem nunca foi arrogante discutindo e impondo suas idéias? Ou apenas dividiu o seu grupo como ‘este eu gosto, este eu não gosto’?

Vira e mexe este ‘espírito de crente’, este asqueroso espírito religioso com sua religião vertical que procura esconder suas falhas e acusar a dos outros surge em nossas vidas. Se deixarmos a maré nos levar é este tipo de vida que vamos encontrar.

Nadar contra a maré é viver uma vida de verdadeira espiritualidade. Viver assim é lutar constantemente contra o golpe de estado que nosso coração arma diariamente. É ter um amor congruente ao próximo. Ter empatia por ele. Somente através da empatia podemos realmente amar o próximo como Jesus nos orientou. Um tem que colocar-se no lugar do outro, sentir a dor do outro. Não há distinção entre as pessoas. O espiritual não discute ou tenta impor suas verdades. Ele apenas defende a verdade de Cristo sem jogar pérolas aos porcos e sem impor seu raciocínio e fé aos outros.

Há um largo espectro entre a religiosidade e a espiritualidade. Estamos numa constante variação nesta escala. Encarnados, nunca atingiremos o ápice da espiritualidade, mas com certeza podemos facilmente atingir o ápice da religiosidade apagando o Espírito de nossos corações. A partir daí a religiosidade é pura carnalidade.

Este ‘espírito religioso’ rotulado pelo status quo como ‘crente’ sempre rodeará as igrejas. Ali é o lugar dele. Não veremos este ‘espírito’ rondando estádios de futebol. Bailes funk e festas rave. O lugar dele é dentro da igreja. Lá ele explicita toda sua potência religiosa, a igreja torna-se uma vitrine para agigantar o seu ego.

A luta e a vigilância não são somente contra o pecado e as trevas, mas também contra esta maldita capa religiosa que nos distancia do verdadeiro Espírito de Cristo. O Espírito que nos leva a servir ao Senhor e ao próximo com toda sinceridade do coração, sem hipocrisia, arrogância, orgulho ou interesse. Clay. 04.10.2007

quarta-feira, outubro 03, 2007

FÉRIAS


OS 7 HÁBITOS DAS PESSOAS ALTAMENTE EFICAZES

RESUMO DO LIVRO DE STEPHEN COVEY
Em sua abordagem inicial o autor ressalta a dificuldade passada por um de seus filhos na escola, um menino imaturo que ia mal nos estudos, esportes. Ele e sua esposa tentavam dar apoio, incentivando-o em tudo, mas de nada adiantava. Perceberam que se quisessem mudar a situação, eles precisariam mudar primeiro, mudando a percepção.
Outro ponto abordado foi o das duas figuras, a velha senhora e a bela moça. Cada um de nós tem tendência para pensar que vê as coisas como elas são, objetivamente. Mas não é bem assim, vemos o mundo, não como ele é, mas como fomos condicionados a vê-lo.
Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes abrangem a maioria dos princípios fundamentais da eficácia humana. Estes hábitos são básicos, primários. Eles representam a interiorização dos princípios corretos nos quais o sucesso e a felicidade duradoura se baseiam.
Dentro de uma visão geral dos 7 hábitos, um hábito é definido como a interseção entre o conhecimento (o que fazer e o porquê), a habilidade (como fazer) e o desejo (o querer fazer).


VITÓRIA PARTICULAR

HÁBITO 1- SEJA PROATIVO.

A palavra proatividade implica muito mais do que tomar a iniciativa. Implica que nós, como seres humanos, somos responsáveis por nossas próprias vidas. Nosso comportamento resulta de decisões tomadas, e não das condições externas. Temos a capacidade de subordinar os sentimentos aos valores. Possuímos iniciativa e responsabilidade suficiente para fazer com que as coisas aconteçam.
As pessoas reativas são afetadas somente pelo ambiente físico. Se o tempo está bom, elas se sentem bem. Caso contrário, mudam a atitude e a performance. As pessoas proativas carregam o tempo dentro de si. Faça chuva ou faça sol, não interessa, elas avançam graças a seus valores. E, se um de seus valores é realizar um trabalho de qualidade, ela não depende do tempo estar assim ou assado.
As pessoas reativas também são afetadas pelo ambiente social, pelo “tempo social”. Quando as pessoas a tratam bem, sentem-se bem. Quando acontece o contrário, assumem uma postura defensiva ou protetora. As pessoas reativas constroem sua vida emocional em torno do comportamento dos outros, permitindo que a fraqueza alheia as controle. A capacidade de subordinar um impulso a um valor é a essência de uma pessoa proativa. Os reativos são levados pelos sentimentos, circunstâncias, condições e ambientes. Os proativos são guiados por seus valores, cuidadosamente pensados, selecionados e interiorizados.
Tomar a iniciativa não significa ser agressivo, insistente ou chato, e sim reconhecer a responsabilidade de fazer com que as coisas aconteçam.

Linguagem Reativa Linguagem Proativa
Não há nada que eu possa fazer. Vamos procurar alternativas.
Sou assim e pronto. Posso tomar outra atitude.
Ela me deixa louco. Posso controlar meus sentimentos.
Eles nunca vão aceitar isso. Vou buscar uma apresentação eficaz.
Tenho de fazer isso. Preciso achar a resposta apropriada.
Não posso. Eu escolho.
Eu preciso. Eu prefiro.
Ah, se eu pudesse... Eu vou fazer.

As pessoas proativas concentram seus esforços no Círculo de Influência. Elas mexem com as coisas que podem modificar. A natureza de sua energia é positiva, engrandecedora e ampla, o que leva ao aumento do Círculo de Influência.
As pessoas reativas, por outro lado, concentram os esforços no Círculo de Preocupação. Seu foco recai na fraqueza dos outros, nos problemas do meio ambiente, nas circunstâncias que fogem a seu controle e resultam em atitudes acusatórias e lamentações, linguagem reativa e postura de eterna vítima. A energia negativa gerada por esta postura, somada à negligência com relação aos setores em que poderiam atuar, provoca o encolhimento do Círculo de Influência.
Uma das formas de se determinar em que círculo nossa preocupação se encontra é distinguir entre o ser e o ter. O círculo de preocupação está cheio de ter.
“Se eu tivesse filhos obedientes...”
“Se eu tivesse mais tempo para mim...”
O círculo de Influência está cheio de ser: Eu posso ser mais paciente, ser mas sábio, ser mais carinhoso. O foco dirige-se para o caráter.


HÁBITO 2- COMECE COM O OBJETIVO EM MENTE.

Cada momento de nossas vidas pode ser analisado dentro do contexto geral daquilo que realmente é mais importante para nós. Ao manter este objetivo claro na mente, podemos ficar certo de que qualquer coisa feita em um dia determinado não viola o critério que definimos como tendo importância suprema, e de que cada dias de nossas vidas contribuiu de modo significativo para a visão que temos de nossas vidas como um todo.
Começar com um objetivo em mente significa começarmos tendo uma compreensão clara do destino. Significa saber para onde estamos seguindo, de modo a compreendermos melhor onde estamos agora, e darmos passos sempre na direção correta.
“Comece com o objetivo em mente” se baseia no princípio de que as coisas são criadas duas vezes. Há uma criação mental ou inicial, e uma criação física, ou segunda criação, em todas as coisas. Por exemplo, a construção de uma casa, que é criada detalhe por detalhe, antes mesmo de martelar o primeiro prego. Depois é transformada em planta e se começa a planejar a construção. Tudo isso se faz antes de tocar no solo. Caso contrário, na segunda criação, a criação física, se precisará gastar uma fortuna fazendo modificações, o que dobrará o preço da casa.
A forma mais eficaz para começar com o objetivo em mente é desenvolver uma missão pessoal, filosofia ou credo. Ele se encontra naquilo que a pessoa deseja ser (caráter) e fazer (contribuições e conquistas), e nos valores ou princípios nos quais o ser e o fazer estão fundados. Uma vez que cada indivíduo é único, uma missão pessoal irá refletir sua unicidade, tanto na forma quanto no conteúdo.
Para escrever uma missão pessoal, precisamos começar pelo centro do Círculo de Influência, o centro no qual residem nossos paradigmas mais básicos, as lentes que usamos para observar o mundo. O que estiver no centro de nossa vida será a fonte de nossa segurança, orientação, sabedoria e poder.
A auto consciência nos leva a examinar nossos próprios pensamentos. Isso é particularmente útil para a criação de uma missão pessoal porque os dons humanos específicos que nos permitem praticar esse hábito, imaginação e consciência, são funções primária do lado direito do cérebro. Compreender como lidar com esta capacidade do cérebro direito aumenta grandemente nossa habilidade de primeira criação.
Quanto mais somos capazes de aproveitar a criatividade do cérebro direito, mais seremos capazes de visualizar, sintetizar e transcender o tempo e as circunstância presentes, de projetar um quadro holístico daquilo que desejamos ser e fazer na vida.
A liderança pessoal não é uma experiência isolada. Ela não começa e termina com a elaboração de uma missão pessoal. Pelo contrário, trata-se de um processo contínuo da óptica e dos valores que se encontram a sua frente, e de adequação da vida a estas coisas tão importantes.
Um dos maiores problemas que surgem quando as pessoas lutam para se tornar eficazes na vida é o fato de não pensar de modo suficientemente abrangente. Elas perdem o senso de proporção, o equilíbrio, a ecologia necessária para uma vida eficaz. Elas podem ser consumadas pelo trabalho e negligenciar a saúde do corpo. Em nome do sucesso profissional, elas podem deixar de lado os relacionamentos mais preciosos de suas vidas.
Muitas famílias são administradas na base da crise, humor de momento e alegrias passageiras, não em princípios sólidos. Os sintomas aparecem sempre que as tensões e pressões crescem: as pessoas se tornam cínicas, críticas, silenciosas, descontroladas e histéricas. As crianças que observam este tipo de comportamento crescem pensando que a única forma de resolver os problemas é por meio de brigas e afastamento.
O âmago de cada família é tudo aquilo que não muda nunca, que sempre estará lá, visões e valores compartilhados. Ao escrever uma missão familiar, você estará dando expressão a esta base verdadeira.
As declarações de missão também são vitais para organizações bem-sucedida. E para alcançar a eficácia, a declaração precisa vir da base da organização. Todos devem participar de modo significativo, não somente os altos escalões do planejamento estratégico, mas todos.

HÁBITO 3- PRIMEIRO O MAIS IMPORTANTE.

É a segunda criação, a elaboração física. É a realização, a transformação em realidade, a emergência natural dos dois primeiros hábitos. Traduz-se por organizar e executar conforme as prioridades. É uma atuação no dia-a-dia, a cada segundo.
A matriz de gerenciamento do tempo está dividida em quadrantes:
O quadrante I é importante e urgente e tem por atividade: crises, problemas urgentes, projetos com data marcada. Os resultados são: estresse, esgotamento, administração de crises e sempre apagando incêndio.
O quadrante II é importante e não urgente e tem por atividades: prevenção, desenvolvimento de relacionamentos, identificação de novas oportunidades, planejamento e recreação. Os resultados são: visão, perspectiva, equilíbrio, disciplina, controle e poucas crises.
O quadrante III é não importante e urgente e tem por atividades: interrupções, telefone, relatórios, correspondência, questões urgentes próximas, atividades populares. Os resultados são: foco no curto prazo, administração de crises, caráter e reputação de camaleão, considera planos e metas inúteis, faz papel de vítima, não controla a vida e relacionamentos superficiais ou rompidos.
O quadrante IV é não importante e não urgente e tem por atividades : detalhes, pequenas tarefas, correspondência, perda de tempo, atividades agradáveis. Os resultados são: total irresponsabilidade, demissão dos empregos, dependência de outros ou instituições para os itens básicos.
Os dois fatores que definem uma atividade são urgente e importante. Urgente significa que exige nossa atenção imediata. É “agora”! As coisas urgentes se impõe a nós. Um telefone que toca é urgente. A maioria das pessoas não consegue admitir a hipótese de simplesmente deixar o telefone tocando. A importância, por outro lado, tem a ver com resultados. Se algo é importante, contribui para nossa missão, nossos valores e metas prioritárias. Nós reagimos a questões urgentes. As questões importantes que não são tão urgentes exigem mais iniciativa, mais proatividade. Precisamos agir para aproveitar as oportunidades, para fazer com as coisas aconteçam .
O objetivo da administração quadrante II é conduzir a vida com eficácia, a partir de um centro de princípios sólidos, e de um conhecimento da missão pessoal, com foco no importante bem como no urgente, dentro de um quadro de manutenção do equilíbrio entre o aumento da produtividade e o aumento da nossa capacidade de produção.





VITÓRIA PÚBLICA

HÁBITO 4- PENSE EM GANHA/GANHA.

É um estado de espírito que busca constantemente o benefício mútuo em todas as interações humanas. Não se trata do meu jeito ou do seu jeito, e sim de um jeito melhor, superior.
Os seis paradigmas da interação humana são:
Ganha/Ganha- Significa entender que os acordos e soluções são mutuamente benéficos, mutuamente satisfatórios. Todas as partes se sentem bem com a decisão, e comprometidas com o plano de ação. Ganha/Ganha vê a vida como uma cooperativa, não como um local de competição. Ele se baseia no poder ou na posição, e não nos princípios. Ganha/Ganha se baseia no paradigma de que há bastante para todos, que o sucesso de uma pessoa não se conquista com o sacrifício ou a exclusão de outra.
Ganha/Perde – Adota a abordagem autoritária: “eu sigo em frente, você fica para trás”. As pessoas Ganha/Perde são propensas a usar a posição, poder, cargo, coisas ou sua personalidade para avançar. Muita gente foi criada dentro desta mentalidade desde o nascimento. A força inicial e mais importante em ação é a família. Quando um filho é comparado com o outro, as pessoas vivem dentro do pensamento Ganha/Perde.
Perde/Ganha – É pior que Ganha/Perde, pois não tem padrões. Nada de exigências, expectativas ou visão. Pessoas que pensam em Perde/Ganha normalmente preferem conceder e concordar. Tem pouca coragem de expressar seus sentimentos e opiniões, e se intimidam facilmente com a força da referência alheia. “Sou pacífico, faço qualquer coisa para manter a paz”.
Perde/Perde – Quando duas pessoas Ganha/Perde se encontram, ou seja, dois sujeitos determinados, teimosos e egoístas interagem, o resultado é Perde/Perde. Os dois perdem e tornam-se vingativos, e querem a “revanche” ou a “vingança”, cegos para o fato de que o assassinato é suicídio, e que a vingança é uma faca de dois gumes. Também é filosofia de uma pessoa altamente dependente, sem orientação interna, que está mal e pensa que os outros também devem estar assim.
Ganha – Pessoas com uma mentalidade tipo Ganha não desejam necessariamente que outras percam. Isso é irrelevante. Só importa para elas conseguir o que pretendem.
Ganha ou nada feito – Significa basicamente que se não conseguimos encontrar uma solução mutuamente benéfica, concordamos em discordar amigavelmente. Nada feito. Nenhuma expectativa foi criada, compromissos de desempenho não foram estabelecidos.

HÁBITO 5- PROCURE PRIMEIRO COMPREENDER, DEPOIS SER COMPREENDIDO.

“Procure primeiro compreender” implica uma mudança profunda no paradigma. Tipicamente, nós procuramos primeiro que nos compreendam. A maior parte das pessoas não consegue escutar com a intenção de compreender. Elas ouvem com a intenção de retrucar. Elas estão sempre falando ou se preparando para falar. Elas filtram tudo através de seus próprios paradigmas, lêem sua autobiografia na vida das outras pessoas.
A escuta empática é a escuta com finalidade de compreender, ou seja, procura primeiro compreender. Está dentro do quadro de referências da outra pessoa. Compreende o que ela sente.
A empatia é igual a solidariedade. Esta é uma forma de concordar, uma forma de julgamento. Por vezes, é a emoção a resposta mais apropriada.
Quando você ouve com empatia o que a outra pessoa tem a dizer, está dando ar psicológico àquela pessoa. E, depois que esta necessidade vital é satisfeita, você pode se concentrar na solução dos problemas ou nos conselhos que tem a dar.
À medida que você aprende a entender profundamente as outras pessoas, vai descobrir grandes diferenças em sua percepção. Também vai começar a dar valor ao impacto que estas diferenças provocam quando as pessoas tentam trabalhar juntas em situações interdependentes.
Saber como ser compreendido é a outra metade deste hábito, e é igualmente importante para se atingir soluções tipo Ganha/Ganha. Procurar compreender exige consideração, procurar ser entendido requer coragem.
“Procure primeiro compreender , depois ser compreendido” leva a aumentar a precisão e a integridade de suas apresentações em público. E as pessoas reconhecem isso. Sabem que você está apresentando as idéias em que acredita verdadeiramente, levando em consideração todos os fatos e possibilidades, o que vai beneficiar a todos.

HÁBITO 6- CRIE SINERGIA.

Em uma definição simples, Sinergia significa, que o todo é maior que a soma das partes. Significa que a relação estabelecida entre as partes é, em si e por si, também uma parte. Não é apenas uma parte e sim a parte mais catalítica, amais poderosa, mais unificadora e mais excitante. O processo criativo também é a parte mais terrível, porque você não sabe o que vai acontecer ou onde chegará.
A sinergia está em toda a parte , na natureza. Se você colocar duas plantas lado a lado, as raízes se misturam e melhoram a qualidade do solo, de modo que as duas plantas crescem melhor do que estivessem separadas. Se você colocar duas peças de madeiras juntas, elas agüentaram muito mais o peso suportado do que cada uma individualmente. Um mais um é três ou mais.
Quando você se comunica sinergicamente, está simplesmente abrindo seu coração, sua mente e modo de expressão para novas possibilidades, novas alternativas e novas opções.
A sinergia é excitante. A criatividade é excitante. É fenomenal o que a mente aberta e a comunicação conseguem realizar. As possibilidades de um ganho realmente significativo, de um avanço significativo, são tão reais que vale a pena correr os riscos que esta condição apresenta
Quanta energia negativa se despende normalmente quando as pessoas tentam resolver seus problemas ou tomar decisões em uma realidade interdependente? Quanto tempo se perde em apontar os pecados alheios, em politicagem, rivalidades, conflitos interpessoais, medidas preventivas de proteção, maquinações e adivinhações? Equivale a tentar dirigir em uma estrada com o pé no acelerador e outro no freio! Em vez de tirar o pé do freio, a maior parte das pessoas pisa mais fundo no acelerador. Tentam aplicar mais pressão, mais eloqüência, a mais informações lógicas para reforçar sua posição.
Valorizar as diferenças é a essência da sinergia, as diferenças mentais, emocionais e psicológicas entre as pessoas. E a chave para valorizar as diferenças é perceber que todas as pessoas vêem o mundo não como ele é, mas como elas são.
Em situação interdependente, a sinergia é particularmente poderosa quando se lida com as forças negativas que trabalham contra o crescimento e a mudança.
A ecologia é uma palavra que basicamente define o sinergismo na natureza, tudo está relacionado com todas as coisas. É no relacionamento que os poderes criativos se maximizam, assim como o poder real destes 7 Hábitos está na relação entre eles, e não apenas nos hábitos tomados separadamente. O relacionamento entre as partes também inclui o poder de criar uma cultura sinérgica dentro da família e da organização. Quanto mais genuíno for o envolvimento, quanto mais sincera e voluntária a participação na análise e solução dos problemas, maior a liberação de criatividade individual e seu comprometimento com o que está sendo criado.


RENOVAÇÃO

HÁBITO 7- AFINE O INSTRUMENTO.

Representa a capacidade de produção pessoal. Preserva e melhora seu bem mais precioso, você mesmo. Renova as quatro dimensões de sua natureza: física, espiritual, mental e social/emocional.
A dimensão física trata de cuidar eficazmente de nosso corpo físico, comer alimentos adequados, descansar e relaxar o suficiente e praticar exercícios regularmente.
A dimensão espiritual é o seu centro, seu íntimo, seu comprometimento com o sistema de valores. Trata-se de uma área muito pessoal da vida, de importância suprema. Ela se nutre das fontes que o inspiram e o elevam, vinculando-os às verdades eternas de toda a humanidade. Cada pessoa faz isso de forma muito, muito diferente.
Grande parte de nosso desenvolvimento mental e aprimoramento da disciplina vem da educação formal. Mas assim que deixamos a disciplina externa da escola, muitos de nós permitimos que as mentes se atrofiem. Não lemos mais coisas sérias, não exploramos novos temas em profundidades, fora de nosso campo de ação, não pensamos analiticamente, não escrevemos, pelo menos não criticamente, ou de um modo que teste nossa habilidade de expressão em uma linguagem clara, concisa. Em vez disso, passamos o tempo vendo tevê.
A dimensão social e a dimensão emocional de nossas vidas estão vinculadas porque nossa vida emocional é principal, mas não exclusivamente, desenvolvida no relacionamento com os outros, e através dele se manifesta. Renovar a dimensão social/emocional não exige tempo, pelo menos não no sentido que a renovação das outras dimensões exige. Podemos conseguir isso dentro de nossas interações normais cotidianas com as pessoas. Mas isto requer treinamento, sem dúvida. Teremos de incentivar a nós mesmos, porque muitos de nós ainda não atingimos o nível da Vitória Particular e os requisitos da Vitória Pública.
A maioria das pessoas resulta do espelho social, sendo influenciada pelas opiniões, idéias e paradigmas das pessoas a sua volta.
O processo de auto-renovação precisa incluir a renovação equilibrada em todas as quatro dimensões de nossa natureza. Apesar de renovação em cada uma das dimensões ser importante, ela somente se tornará eficaz por completo quando lidarmos com todas as dimensões de um modo sábio e equilibrado. Negligenciar qualquer uma das áreas provoca um impacto negativo nas outras.
A renovação equilibrada é sinérgica ao máximo. As coisas que você faz para afinar o instrumento em uma dimensão causam um impacto positivo nas outras dimensões, porque elas estão estreitamente interligadas. Conforme você melhora uma dimensão, aumenta sua habilidade também nas outras.
Quanto mais proativo você for (Hábito 1), mais eficaz será no exercício de sua liderança pessoal (Hábito 2), e no gerenciamento de sua vida (Hábito 3). Quanto mais você procura primeiro compreender (Hábito 5), mais eficaz será na busca de soluções sinérgicas para Ganha/Ganha (Hábitos 4 e 6). Quanto mais você se aprimora nos hábitos que levam a interdependência (Hábitos 1, 2 e 3), mais eficaz será em situações interdependentes (Hábitos 4, 5 e 6). E a renovação (Hábito 7) é o processo de revitalizar todos os outros hábitos.

LIBERTE-SE


ARREPENDA-SE


O amor, quando se revela...

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
* * *
A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te ouço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
Fernando Pessoa

segunda-feira, outubro 01, 2007

DAVIZINHO!!!


MORTE - PEDRO BIAL

Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é?
Morrer é um cliche.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.