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terça-feira, dezembro 11, 2007

ANOS DE TREINAMENTO

Hoje conclui meu curso de bacharel em Teologia. Oh! Grande merda. Que grande mérito há nisto? Nenhum! Calculando os custos dá uns 10 mil por ano, vezes quatro, para que este gasto?
Minha única alegria é de não ter ‘pedido para sair’, permaneci neste caro treinamento até o fim. Mas e agora?
Agora é hora da ativa. Pronto pra luta, pronto pra por em prática tudo que aprendi e é lógico que neste tempo meus maiores ensinamentos não vieram da sala de aula, a sustância do meu aprendizado vem da minha própria vida, vem do dia a dia. Foram vários tapas na cara, muitas palavras duras que fortaleceram meu coração e mesmo assim eu estou em pé pela graça de Deus que tem me dado força para guerrear contra os algozes da vida.
Agora é hora do tudo ou nada. Corromper-se, omitir-se ou lutar? Corromper-se à carne. Esta desgraçada companheira que faz parte de mim e mesmo assim quer ver o meu fim. Corromper-se ao mundo com seus prazeres imundos ou corromper-se ao próprio inimigo a troco de riquezas, poder, fama e amigos. Omitir-se nesta guerra tendo como lema “deixa a vida me levar”. Fazer vistas grossas para toda ação que ofusca o brilho de ser um soldado. Mas a escolha mais sábia, porém a mais difícil é ir à luta abraçando o meu fuzil. Lutar contra todo inimigo maldito que age contra mim, contra o meu contingente e contra os indefesos.
Vem minha carne, vem meu mundo, quero por vocês diante do muro, olhar bem nos olhos e fuzilar, sei que sempre alguma coisa vai sobrar, mas é para nós (eu e Deus) outra batalhar ganhar. Quanto a você meu inimigo nem preciso dizer nada, faço como Miguel, “que o Senhor te repreenda!”.
Sozinho sou, mas sozinho não estou. Deus está comigo em cada batalha. Saio para a luta, eu mais eu mais Deus. E como já disseram, “eu e Deus somos maioria”. Para isto é necessário ser radical, ser tropa de elite, causar pânico no mal. O soldado cristão tem que chegar e por pra quebrar. Sem piedade, sem dó. Inimigo é inimigo e jamais pode conviver comigo. Por isso, bala neles! Fogo contra todo fogo que sobe do quartel general do inimigo, a saber, o inferno.
Neste tempo de preparo já poderia ter saído à luta. Entretanto a corrupção e a omissão me rodeavam, talvez por isso o tempo de aguardo. Mas agora não tem mais nada para aguardar, o destino é lutar. Cristão osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você. Assim tem que ser, pegar geral qualquer inimigo que aparecer.
Clodoaldo Clay Nunes
10.12.2007

4 comentários:

Jorge Pinheiro disse...

Clodoaldo, achei vc um pouco pessimista. Principalmente ao perguntar se valeram os anos de treianemtno e aprendizado. É claro que valeram. Todo treinamento e aprendizado depende da pessoa e eu sei que vc é osso duro de roer. Por isso, valeu! Vá em frente, com Jesus do lado, vc tem muito coisa a fazer.
Parabéns! Sinto-me orgulhoso por ter sido meu aluno.
Que Deus abençoe seu ministério e sua vida.
Um abração.

CLAY disse...

Muito obrigado professor Jorge!

Já respondi ao senhor em um email pessoal, mas deixou aqui registrado meu agradecimento!

um abraço

Pastor Wagner disse...

Clodoaldo

Aqui é o Wagner Antonio de Araújo.

Sua última mensagem deu o que falar.

Por um lado, é bom para um espírito contestador.

Por outro, é lamentável, no que tange aos ideais da vida de alguém que se prepara para um ministério.

A menos que não tenha sido esse o seu propósito ao preparar-se teologicamente.

A faculdade não nos ensina a sermos pastores. Quase tudo o que aprendemos, em termos técnicos, só será usado como sistema operacional, como windows xp dentro de nós.

O que valerá nisso é termos um bom windows, que não trave a programação que lhe dermos, os utilitários e as mídias que usarmos. Nosso ministério, dado por Deus, rodará bem se nossa base tiver sido boa.

E a primeira base para tudo isso é "em tudo dai graças". Também "linguagem sã e irrepreensível para que o inimigo não tenha de que nos acusar".

Não estou a admoestar-lhe, pois sequer o conheço.

Mas estou a manifestar meu espanto com sua já recente criticidade ministerial.

Abraços.

Wagner Antonio de Araújo

CLAY disse...

Wagner obrigado pelo seu comentário.

É, reconheço que fui muito duro sobre o curso. Não que eu me iludi com o curso, mas não aproveitei o que deveria e já deveria estar na ativa. E agora que tudo terminou só me resta as três alternativas: corromper-se, omitir-se ou lutar (fala do cap. Nascimento em relação ao policial). Vemos estes três segmentos dentro do cristianismo. Uns são corrompidos, outros se omitem e nada fazem, mas pela graça de Deus tem os que luta e eu quero estar no meio destes.
Relacionei minhas palavras com o filme 'tropa de elite', por isso o tom de guerra.

A minha motivação quanto ao texto é mais sobre a minha estagnação e um sacode para ir adiante. Longe de cuspir no prato que me alimentei por longos quatro anos.

Quanto ao vocabulário está caindo a ficha que preciso mudar.

abraço Wagner.