RECOMENDE!

segunda-feira, dezembro 24, 2007

FELIZ NATAL!

Dia 23 de dezembro, Zé vai à padaria e após fazer suas compras, Manuel, o dono diz:
-Feliz Natal Zé, pra você e sua família!
O Zé responde:
-Realmente Manuel desde o Natal até hoje minha vida tem melhorado gradativamente. Tenho sido e sou muito feliz. Não digo apenas materialmente, mas espiritualmente. Houve uma transformação na minha visão da vida. Infelizmente ainda não foram todos da minha família que passaram por esta experiência, mas se Deus quiser esta graça vai alcançar a todos.
- E você Manuel, não sabia que já tinha passado pela bela experiência do Natal. Conta ai homem quando e como foi?
Manuel com uma cara de espanto e de ponto de interrogação pergunta:
-Do que você está falando Zé?
Mas o Zé firme no seu modo socrático continua:
-Estou falando do Natal, do nascimento do Senhor Jesus. Não é desde Natal que você está falando também?
O Manuel alivia e responde:
-Sim. Mas o Natal ainda não passou este ano. Será depois de amanhã.
Agora o terreno está armado como o Zé planejou para desenrolar sua argumentação para o Manuel.
-Ah! Manuel é desde Natal que você está dizendo. Quanto a isso, muito obrigado! Desejo também a você um bom feriado.
Manuel fica intrigado com o amigo e vira a mesa.
-Vai Zé, fala logo o que você quer dizer...
-Manuel, este dia 25 de dezembro é um feriado criado pela igreja política do Império Romano. Não há nada de espiritual neste dia. Seus símbolos são todos pagãos. Árvore de Natal, papai Noel e suas reninhas voadoras não se encaixam no verdadeiro cristianismo. Este espírito de bondade é falsidade. Ser bom é ser o ano todo. São muitos argumentos negativos contra este dia apesar de toda sua encantadora magia. Se quiser depois podemos falar mais sobre o assunto.
-Que depois que nada. Vamos lá. Desenrola, de que Natal você falou?
Manuel está totalmente fisgado pela alvissareira noticia sobre o verdadeiro Deus que nem dá importância para o seu antigo deus, o dinheiro, que circula livremente nas mãos dos clientes e dos funcionários da padaria. Sua atenção é exclusiva para conhecer o verdadeiro Natal. Então o Zé explica:
-Jesus é Eterno, não teve início e não terá fim. Seu nascimento como homem não foi registrado corretamente porque ninguém sabe ao certo. O que é certo é que Ele não nasceu no ano 1 e nem no dia 25 de dezembro. E você me pergunta: Mas então qual Natal comemorar? Temos que comemorar o Natal em nossos corações, ou seja, o nascimento de Cristo em nós. Ele mesmo disse que precisamos nascer de novo da água e do Espírito e é através Dele que conseguimos isto, pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, isto é, sem ele estamos mortos, espiritualmente é claro e fritos, pois neste mundo só tendo Jesus conosco. A Bíblia é clara em dizer que Cristo vive em nós a partir deste nascimento e todo este ar de bondade e cristianismo que paira sobre o mês de dezembro se torna uma constância na vida do cristão. Este é o verdadeiro Natal, diferente desta festa pagã com aparecia de cristã comemorada no dia 25 de dezembro. Pesquise mais sobre isto que você irá se surpreender. O importante agora é você saber sobre a Verdade que nos dá Vida através de um maravilhoso Caminho.
O Manuel ficou estarrecido, boquiaberto e com os olhos vidrados como uma criança de fronte a sua vitrine de confeitos. Então pergunta:
- Como posso passar por este novo nascimento?
- É muito simples. Primeiro você tem que crer na obra messiânica de Jesus, ou seja, Ele veio nos resgatar através da remissão dos nossos pecados por Seu precioso e imaculado sangue. Ore a Deus reconhecendo Jesus Cristo como seu Senhor e seu Salvador, mas isto não basta para você ser amigo de Jesus ou fazer parte da família de Deus, pois para isto é preciso guardar os mandamentos de Jesus se você o ama e fazer a vontade do Pai. E depois você se batiza com o Senhor Jesus ordenou.
As lágrimas percorriam as rugas do rosto sofrido do Manuel e não querendo chamar a atenção dos outros, abriu a porta do balcão e convidou o Zé para continuar a conversa no fundo da padaria. Chegando a uma salinha atrás do forno de pão o Manuel explodiu com um choro compulsivo.
- Zé, eu não agüento mais. Minha vida é só trabalho, já não tenho alegria em nada, sinto um vazio e uma enorme falta de sentido da vida. Acho que é isto que preciso. Um verdadeiro relacionamento com Deus. Já cansei desta religiosidade que vivo através da minha tradição familiar e que nada faz minha vida mudar, não me motiva e nem me consola. Ora agora comigo Zé, preciso trilhar este Caminho da Verdade que encherá minha existência de Vida.
O Zé, manteigão que é, já está em lágrimas e ora fervorosamente pelo amigo, encaminhando-o aos braços do Pai que recebe mais um filho por adoção por meio da obra salvífica do Seu Unigênito.
Assim foi mais um verdadeiro Natal que aconteceu no dia 23 de dezembro, mas existem 365 dias onde o Natal acontece nas vidas das pessoas. O verdadeiro Natal é quando nascemos de novo por meio de Jesus Cristo. Ele não está se importando se você vai fazer ‘festinha’ para Ele, lembre-se que Deus tem asco de festas que não estão entrelaçadas com a obediência, o que Jesus realmente quer é entrar no seu coração e fazer uma festa contigo e ser seu amigo.
Quando foi o seu Natal? Que dia você o comemora? Se ainda não passou por esta maravilhosa experiência de desfrutar da Verdadeira Vida, está esperando o que?


CLODOALDO CLAY NUNES
23.12.2007

Um comentário:

Mariana Rodrigues disse...

Oi,

Li um artigo LINDO com uma palavra que não ouvia há anos: alvíssaras. Depois fui googlar pra ver se a encontrava e achei teu blog...


FÁTIMA OLIVEIRA
Pague minhas alvíssaras!



Lá, as crianças não ganhavam presentes no Natal, mas alvíssaras no Ano Novo.
Quase sempre um doce ou um mimo pra enfeitar o cabelo, a roupa. Ou um perfume.


"Pague minhas alvíssaras!" Era o que a gente dizia no primeiro dia do ano para as primeiras pessoas muito próximas, parentas ou amigas – não valia para quem morava na mesma casa – que víamos, quando crianças lá na Palestina, povoado onde nasci, hoje cidade de Graça Aranha-MA. É que naquela cultura as crianças anunciavam a "boa nova" e encontrá-las cedo no primeiro dia do ano era um sinal de que o Ano Novo seria de muita sorte. (...)


www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=4145