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terça-feira, janeiro 15, 2008

Homo sapiens, homo demens.

Homo sapiens, homo demens, diz com razão Edgar Morin. Os bonobos são mais doces, parece, pois preferem fazer o amor (geralmente face a face) a fazer a guerra...
Mas nada sabem de Mozart, Shakespeare, dos direitos do homem e até dos direitos dos animais. Será que valeu a pena?
Responder que não seria dar razão aos carnífices e aos carrascos. Humanismo sem ilusões, mas ainda assim humanismo. A tortura é própria do homem. O combate contra a tortura também. A guerra é própria do homem. O combate pela paz e pela justiça também.
A miséria do homem: somente os humanos podem ser desumanos. Grandeza do homem: somente eles podem - e devem - tornar-se humanos.
Anti-humanismo teórico: o homem não é mais que um animal entre outros.
Humanismo prático: cabe a nós fazer dele outra coisa. "Let us make man", dizia Hobbes.
"Fazer bem o homem", dizia Montaigne.
Esse humanismo não é uma religião, é uma moral.
O homem não é nosso Deus; ele é nossa tarefa.
André Comte-Sponville - em "A vida humana" - Editora Martins Fontes.

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