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segunda-feira, janeiro 14, 2008

Uma Questão de Disciplina

Por: Ariovaldo Ramos

O que aconteceu com você? Perguntava o pastor ao pai do pequeno Rafael, que tinha sido convocado ao gabinete pastoral porque a professora de seu filho, minutos antes desta intimação pastoral, trouxe o menino com marcas de violência e expôs ao pastor que, imediatamente, convocou o pai da criança.

O que aconteceu com você pergunta o pastor? O pai respondendo ao pastor disse: a bíblia diz: não evite disciplinar a criança, se você a castigar com a vara ela não morrerá.

O pastor retrucou dizendo: Escuta, você não sabe a diferença entre disciplinar e punir?

A bíblia diz para disciplinar e não para punir, disciplinar é fazer a criança a perceber o erro de modo que ela o evite, disciplinar é colocar a criança novamente no trilho, fazendo-a perceber que ela saiu do trilho e quão danoso isto pode ser-lhe. Isso é disciplinar, é voltar a ensinar, é voltar a mostrar o caminho.

Não é o mesmo que punir, punição é o castigo pelo castigo, é o desaguar de uma ira incontida, de uma raiva não trabalhada. A idéia presente na bíblia é a da correção de curso, não da punição, do castigo, mas da correção.

Disse então ao pai, meu amigo, você terá de encontrar outros meios de disciplinar o seu filho. Eu quero pedir-lhe encarecidamente que nunca mais discipline o seu filho fisicamente, porque você não sabe como fazê-lo, você não tem controle.

Descubra uma forma de disciplinar o seu filho, entendendo que disciplinar é trazer de volta à razão, ao caminho, ao processo de cura, de vida, de libertação, de emancipação humana, essa é a idéia. E disse mais, você jamais deve disciplinar o seu filho quando estiver irritado, muito menos quando estiver raivoso. Você só deve discipliná-lo depois que a ira passar, que você mesmo for capaz de entender tudo o que aconteceu.

Outra coisa, não discipline o seu filho, sem dar-lhe a oportunidade de se explicar, de dizer o que aconteceu. Nunca pergunte ao seu filho: O que foi que você fez? Pergunte-lhe: O que aconteceu? Para que ele tenha a oportunidade de dar a sua versão do fato.

Acredite no seu filho, ao invés de simplesmente decidir que ele é culpado, ouça-o primeiro, pondere primeiro sobre a situação e, aí, então, pense na melhor forma de disciplinar, de ensinar seu filho sobre o caminho em que ele deve andar, sobre a forma em que ele deve viver, porque meu amigo: é assim que a bíblia diz.

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