RECOMENDE!

domingo, fevereiro 17, 2008

ÁGUIAS


CORRER O RISCO

Rir é correr o risco de parecer tolo…
Chorar é correr o risco de parecer sentimental…
Estender a mão é correr o risco de se envolver…
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu…
Defender seus sonhos e idéias, diante da multidão, é correr o risco de perder as pessoas…
Amar é correr o risco de não ser correspondido…
Viver é correr o risco de morrer…
Confiar é correr o risco de se decepcionar…
Tentar é correr o risco de fracassar…

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada…
As pessoas que não correm nenhum risco e não fazem nada, não têm nada e não são nada…
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem, não mudam, não crescem, não amam e não vivem…

Acorrentadas por suas atitudes, as pessoas que não correm riscos viram escravas, privam-se de sua liberdade…

Somente a pessoa que corre riscos é livre…

[Vivendo, Amando e Aprendendo - Leo Buscaglia]

TOROLOCO


JOVEM




AMAR

“Acho difícil conceber uma maneira mais concreta de amar do que a de orar pelos inimigos. Isso conscientiza você do fato de que, aos olhos de Deus, você não é mais, nem menos, digno de ser amado do que qualquer outra pessoa; e cria uma consciência de profunda solidariedade com todos os outros seres humanos. Cria em você uma compaixão que inclui o mundo e lhe provê um coração cada vez mais livre do compulsivo desejo à coerção e à violência. Além do mais, você ficará encantado ao constatar que não pode continuar com raiva das pessoas pelas quais você ora. Você perceberá que está falando diferente com - e sobre - elas, e que realmente está disposto a fazer o bem àqueles que o ofenderam.”

[Henri Nouwen]

ESPETÁCULO DA VIDA


A Gente


A gente não devia, mas acaba aprendendo. A vida é dura; os dias, maus; a convivência com os outros, complicada; por isso, nos especializamos na arte de enganar.
A gente acaba aprendendo a disfarçar as angústias mais profundas. Bastam algumas sessões fotográficas para o desenho da boca não denunciar qualquer dor e os olhos deixarem de ser janelas da alma. Cumprimentamos polidamente; mudamos de assunto (vai chover hoje?); olhamos em outra direção. Qualquer movimento serve, desde que nunca se evidenciem nossas fragilidades, nossos medos, nossas ansiedades.
A gente acaba aprendendo a empurrar com a barriga, a não se afobar, a adiar, a procrastinar. Não nos inquietamos com o disperder da vida; somos azes em projetar para o além o dever de existir hoje. Complacentes, esquecemos de querer bem, de cuidar do próximo, de fazer diferença.
A gente acaba aprendendo a não balançar o barco. Não é difícil perceber o tipo de conversa que as pessoas querem; se for triviliadade, esse será o papo; se querem ser enganadas, oferecemos ilusões. Ensinaram-nos que “é melhor um covarde vivo, do que um herói morto”. Assim, criativos, reciclamos os chavões do senso comum e ficamos “numa boa com a galera”. “Deixa quieto”, repetimos para nós mesmos e preservamos nossa reputação, garantimos nosso salário; e ninguém vai se magoar com a nossa vidinha.
A gente acaba aprendendo a arte do bom-mocismo; cedo nos especializamos em bajular o professor, a enrolar a namorada, a tapear o patrão, a arranjar desculpas para os atrasos. Depois, tudo fica fácil: fazemos orações aos berros e impressionamos com nossa “ousadia de desafiar Deus”; aprendemos a eleger uns poucos mandamentos que nos parecem bem fáceis e intimidamos nossos adversários com uma auréola de “santidade”; dramatizamos com uma cara de humilde e emplacamos como os únicos herdeiros do Reino de Deus.
A gente acaba aprendendo a ser altruísta quando for vantajoso; a perdoar como uma vingança; a mostrar paciência para usufruir da “lei da semeadura e da ceifa”; a abrir mão dos direitos, porque existem promessas de que Deus abençoa os mansos.
A gente acaba aprendendo a usar máscara, a trocar de fantasia, a mimetizar os ambientes, a vestir saco e cilícios. Personificamos qualquer personagem. Quando necessário, encenamos bardos, parnasianos, românticos, pierrôs, anedotistas, vestais, místicos. E que ninguém nos acuse de cousa alguma, pois somos os mais probos, os mais cândidos, os mais angélicos.
E assim, de decoro em decoro, de incorruptibilidade em incorruptibilidade, de sobriedade em sobriedade, tornamo-nos sepulcros caiados, guias cegos, serpentes, raça de víboras; enfim, fariseus hipócritas.
Acho que chegou a hora de desaprender.
[Ricardo Gondim]

Felicidade

Um rabino perguntou a um proeminente membro de sua congregação: “Toda vez que eu o vejo, você está com pressa. Diga-me, por favor, para onde você corre sempre e tanto?” O homem respondeu: “Corro atrás do sucesso, da minha realização. Corro atrás da recompensa por meu duro trabalho”. O rabino replicou: “Seria uma boa resposta se todas estas bênçãos estivessem à sua frente, tentando escapar-lhe. Se correr o suficiente, você poderá alcançá-las. Mas pode ser que as bênçãos estejam atrás de você, procurando por você, e que quanto mais correr, mais dificilmente elas o alcançarão”.

Não poderia suceder que Deus tivesse presentes maravilhosos de todos os tipos, reservados para nós – boa comida, belo pôr-do-sol, flores que nascem na primavera e folhas que caem no outono e momentos tranqüilos de comunhão entre seres humanos – mas que nós, perseguindo a felicidade, estivéssemos correndo tanto, impedindo-O de nos encontrar?

[Harold Kushner]

Prefiro

“É melhor tentar e falhar,
que preocupar-se e ver a vida passar;
é melhor tentar, ainda que em vão,
que sentar-se fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar,
que em dias tristes em casa me esconder.
Prefiro ser feliz, embora louco,
que em conformidade viver …”

[Martin Luther King]

sábado, fevereiro 09, 2008

BELEZA




WORLD PRESS PHOTO 2008





Amamos - Pessoa

Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso- em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.
Fernando Pessoa

AS TRÊS MÃOS DA RAZÃO

Os seres humanos são considerados diferenciados dos outros animais porque são racionais. Esta capacidade lhe dá a habilidade de se comunicar, criar, desenvolver, conectar-se ao mundo espiritual e outras coisas que nós nem sabemos ao certo.

Através da racionalidade a humanidade descobriu a cura para diversas doenças, desenvolveu máquinas que fazem o trabalho pesado, e o melhor, máquinas que pensam por nós. Andávamos até pouco tempo atrás em cima dos lombos dos irracionais. Rapidamente apareceram máquinas que nos fazem correr muito rápido, voar e até ir para o espaço.

Infelizmente a razão não tem apenas o seu lado bom. Com ela o homem multiplica a sua ganância e a sua astúcia assusta, pois maquiavelicamente busca suprir seu egoísmo e seu desejo de poder, de domínio. Com isso, suas habilidades como criar e se comunicar tornam-se um complô para destruição. Até mesmo os que interagem no mundo espiritual com suas razões deturpadas também buscam o egoísmo e domínio sobre o próximo.

Os que pensam se dividem nestes dois grupos: os que agem para o bem coletivo e os que agem a favor apenas de si, sem se importar com o próximo.

Mas há também a terceira mão da razão. São aqueles que não suportam a sua imaginação. Dizem que quanto mais burro, mais feliz. Não que a ignorância traga felicidade. É que para algumas pessoas a razão se torna um vespeiro que se cutucado levará ao desespero. Então é melhor não pensar, pensar dói, pensar é pesar.

Alguns não querem pensar porque a situação pessoal ou global os levam a depressão. Outros não querem porque exercitar a mente cansa muito mais do que exercitar o corpo literalmente. Por isso algumas pessoas preferem trabalhar no pesado a estudar ou ler um livro.

O trabalho é uma necessidade do homem, contudo é um entorpecente como muito outros. Para os racionais que não suportam sua racionalidade existe uma infinita variedade de narcóticos. Conhecemos os ilícitos como as drogas, os lícitos como a nicotina e o álcool e tem também os controlados como os remédios. Entretanto há os entorpecentes naturais, ou seja, são coisas normais que nos fazem irracionais. E neste grupo engloba tudo que dedicamos tempo e atenção excessiva. São coisas que entorpecem a mente desviando a atenção da realidade para algo fútil, algo que serve para entreter, distrair, isto é, não atrair a atenção à realidade.

São pessoas que não suportam a si mesmas, não agüentam ficar sozinhas, nem ao menos suportam o silêncio, sempre tem que ligar o radio ou a tv e procurar alguém para conversar, desde que o assunto não seja intelectual. Os melhores assuntos são: futebol, o tempo, a política e falar mal dos outros, este último é o mais requisitado, pois sempre será o discurso dos derrotados.

Engraçado que a mesma razão que faz o homem criar e se comunicar é a mesma que o faz suicidar. Nenhum animal tira sua própria vida. Este é o seu bem mais precioso. Por isso luta até o último minuto. Quem tem animais sabe que eles também têm os seus dias de ‘deprê’, contudo, digerem com coragem o amargo alimento que a vida lhes preparou para aquele dia. Diferentemente, os racionais não suportam suas angústias, seus medos e pré-conceitos. Precisam entorpecer suas mentes para se alienarem da realidade.

A dor mental é muito mais forte do que a corporal. Há quem prefere um dia com uma dor física do que uma noite de depressão. Então para fugir desde incômodo mental, onde o último trampolim do suicídio é a depressão, o homem se deleita no entretenimento, divertimento e entorpecimento.

Estes, coitados! São alvos manipulados por algum animal racional que pode pender tanta para o bem como para o mal. Poucos dão cabo da sua vida, mas a maioria se entorpece para ter alguma alegria.

CLODOALDO CLAY NUNES

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Humanos - Gonzaguinha

Nós não somos bichos,
Nós não somos animais, (bis3x)

Nós não somos feras,
Nós não somos bestas,
Nós não somos animais,
Somos não.
Temos inteligência,
Temos raciocínio,
Temos lucidez,
ou não.

Destroçamos tudo,
Devastamos tudo,
Destruímos tudo
Nós matamos,
Nos matamos,
Nós não somos bichos,
Claro que somos piores.
Somos humanos

Nós não somos bichos,
Nós não somos animais (bis3x)

Nós não somos feras selvagens
Nós não somos bestas selvagens
Nós não somos animais selvagens

Somos não (bis2x)

Temos inteligência, somos humanos
Temos raciocínio, somos humanos
Temos lucidez, somos humanos
ou não

Destroçamos tudo, nós destruímos
Devastamos tudo, nós destruímos
Destruímos tudo, claro que nos destruímos
Nós matamos por nada,
Nos matamos por nada,
Nós não somos bichos,
Claro que somos piores
Somos humanos.

Nós não somos bichos,
Nós não somos animais, (bis3x)

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

....


A Idéia

Augusto dos Anjos
.
De onde ela vem?! De que matéria bruta

Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
.
Vem do encéfalo absconso que a constringe,

Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...
.
Quebra a força centrípeta que a amarra,

Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Cartas de amor

"Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel."
(Rubem Alves)

CCN

VAI-VAI 2008

Compositor: Zé Carlinhos,nayo Denai,vagner Almeida E Danilo Alves

"Vai-Vai acorda Brasil"
Eu sou guerreiro de fé
Meu samba é no pé, sou Vai-Vai
Se quero axé meu manto traz
No branco a paz, no preto amor
Sou brasileiro e tenho meu valor
Desperta gigante, é novo amanhecer
A levada do meu samba, vai te enlouquecer (Meu Brasil)
Esbanja talentos musicais, herança de gênios imortais
Do céu ecoam melodias, em sinfonias, que embalam meu cantar
E "carinhosamente" a Bela Vista a desfilar vem mostrar
Que um lindo sonho, nesta vida se torna real
Pra quem lutar, acreditar, buscar um ideal
Um lindo sonho, nesta vida se torna real
Pra quem lutar, acreditar num ideal
Alô Brasil, o nosso povo quer mais
Educação pra ser feliz!
Com união, vencer a corrupção
Passar a limpo este país!
Brilhou na arte a esperança
Iluminou as nossas vidas com o doce afã
De tocar, encantar, transformar as mentes do amanhã
Com o dom da musicalidade, " acordes com dignidade"
Vem ver, na grande ópera do carnaval
O bem vencendo o mal é a força da cidadania a trilhar
Vamos gritar aos quatro cantos desta pátria mãe gentil
Pra sempre vou te amar,
"ACORDA BRASIL"

MOMENTOS








MANCHA


CARNAVAL NO ARARATE