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segunda-feira, abril 28, 2008

Terapeutas do deserto - prefácio

"Não há oposição entre o conhecimento de si mesmo que a psicologia propõe e o conhecimento de si mesmo que a espiritualidade propõe. Porque uma psicologia que não se abre a um itinerário espiritual corre o risco de nos enclausurar e, mesmo, nos desesperar. (...) Assim, o que impressiona em um ser humano que entrou neste caminho de transformação é, ao mesmo tempo, sua grandeza e humildade.
Ele sabe que é pó e que ao pó retornará. Mas sabe também que é luz e que à luz retornará. E o que é o ser humano, senão esta poeira que caminha para a luz e que dança nela?
É a este caminhar, a esta marcha que nós somos convidados por Fílon de Alexandria, Francisco de Assis e Graf Durckheim. E a vocês todos, desejo uma boa caminhada, um belo itinerário, com cumes e vales a atravessar.
Porque o importante mesmo é caminhar!
"Refletiremos sobre São Francisco que, para mim, é uma figura seminal, quer dizer, é uma semente; está na raiz. Esta reflexão pode nos ajudar a entender a caminhada para o milênio. É um mestre que vai nos encaminhar para o novo. (...) Ele é um dos arquétipos da humanidade reconciliada, um arquétipo que fala das dimensões messiânicas e, sendo assim, renasce, sempre vive e ganha novas figurações. Através dele podemos ter esperanças de nos resgatar, de nos reconciliar com todas as coisas e antecipar a utopia do Reino de Deus dentro de nós, que rompe para fora, como utopia e como realização histórica".

Jean-Yves Leloup
Leonardo Boff

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