RECOMENDE!

domingo, julho 20, 2008

Autonomia nas ações

Conta um escritor que certo dia acompanhou um amigo até à banca de jornais onde este costumava comprar o seu exemplar diariamente.
Ao se aproximarem do balcão, seu amigo cumprimentou amavelmente o jornaleiro e como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.
O amigo pegou o jornal, que foi jogado em sua direção, sorriu, agradeceu e desejou um bom final de semana ao jornaleiro.
Quando ambos caminhavam pela rua, o escritor perguntou ao seu amigo:
- Ele sempre o trata assim, com tanta grosseria?
- Sim, respondeu o rapaz. Infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão polido e amigável com ele?
Perguntou novamente o escritor.
- Sim, eu sou, respondeu prontamente seu amigo.
- E por que você é educado, se ele é tão grosseiro e inamistoso com você?
- Ora, respondeu o jovem, por que não quero que ele decida como eu devo ser.

TEORIA DO GATO FLUTUANTE - CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIA-LA.


Quer ser feliz ou ter razão?

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
MORAL DA HISTÓRIA:
Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: 'Quero ser feliz ou ter razão?' Outro pensamento parecido, diz o seguinte: 'Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.
E ai já decidiu o que quer?

Critério

Chegaram 700 curriculos à mesa do diretor.
Ele diz à secretária:
- Pegue os 30 que estão no topo da pilha e chame-os para serem entrevistados. Jogue os restantes na máquina fragmentadora.
- O senhor está louco? São 670 pessoas! Talvez os melhores estejam lá!
Ele responde:
- Eu não preciso de gente sem sorte ao meu lado.

sábado, julho 12, 2008

Beijo




As Sem-Razões Do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
É semeado no vento,
Na cachoeira no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Nem se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

Aos Namorados do Brasil

Dai-me, Senhor, assistência técnica para eu falar aos namorados do Brasil. Será que namorado algum escuta alguém?
Adianta falar a namorados?
E será que tenho coisas a dizer-lhes que eles não saibam, eles que transformam a sabedoria universal em divino esquecimento?
Adianta-lhes, Senhor, saber alguma coisa, quando perdem os olhos para toda paisagem , perdem os ouvidos para toda melodia e só vêem, só escutam melodia e paisagem de sua própria fabricação?
Cegos, surdos, mudos - felizes! - são os namorados enquanto namorados.
Antes, depois são gente como a gente, no pedestre dia-a-dia. Mas quem foi namorado sabe que outra vez voltará à sublime invalidez que é signo de perfeição interior.
Namorado é o ser fora do tempo, fora de obrigação e CPF, ISS, IFP, PASEP, INPS. Os códigos, desarmados, retrocedemde sua porta, as multas envergonham-se de alvejá-lo, as guerras, os tratados internacionais encolhem o rabo diante dele, em volta dele.
O tempo, afiando sem pausa a sua foice, espera que o namorado desnamore para sempre. Mas nascem todo dia namorados novos, renovados, inovantes, e ninguém ganha ou perde essa batalha. Pois namorar é destino dos humanos, destino que regula nossa dor, nossa doação, nosso inferno gozoso.
E quem vive, atenção: cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante. De não ser. De estar, e nem estar.
O problema, Senhor, é como aprender, como exercer a arte de namorar, que audiovisual nenhum ensina, e vai além de toda universidade. Quem aprendeu não ensina. Quem ensina não sabe. E o namorado só aprende, sem sentir que aprendeu, por obra e graça de sua namorada.
A mulher antes e depois da Bíblia é pois enciclopédia natural ciência infusa, inconciente, infensa a testes, fulgurante no simples manifestar-se, chegado o momento.
Há que aprender com as mulheres as finezas finíssimas do namoro. O homem nasce ignorante, vive ignorante, às vezes morre três vezes ignorante de seu coração e da maneira de usá-lo. Só a mulher (como explicar?) entende certas coisas que não são para entender. São para aspirar como essência, ou nem assim. Elas aspiram o segredo do mundo. Há homens que se cansam depressa de namorar, outros que são infiéis à namorada.
Pobre de quem não aprendeu direito, ai de quem nunca estará maduro para aprender, triste de quem não merecia, não merece namorar. Pois namorar não é só juntar duas atrações no velho estilo ou no moderno estilo, com arrepios, murmúrios, silêncios, caminhadas, jantares, gravações, fins-de-semana, o carro à toda ou a 80, lancha, piscina, dia-dos-namorados, foto colorida, filme adoidado, rápido motel onde os espelhos não guardam beijo e alma de ninguém.
Namorar é o sentido absoluto que se esconde no gesto muito simples, não intencional, nunca previsto, e dá ao gesto a cor do amanhecer, para ficar durando, perdurando, som de cristal na concha ou no infinito.
Namorar é além do beijo e da sintaxe, não depende de estado ou condição. Ser duplicado, ser complexo, que em si mesmo se mira e se desdobra, o namorado, a namorada não são aquelas mesmas criaturas que cruzamos na rua. São outras, são estrelas remotíssimas, fora de qualquer sistema ou situação. A limitação terrestre, que os persegue, tenta cobrar (inveja) o terrível imposto de passagem: "Depressa! Corre! Vai acabar! Vai fenecer! Vai corromper-se tudo em flor esmigalhadana sola dos sapatos..."
Ou senão:
"Desiste! Foge! Esquece!" E os fracos esquecem. Os tímidos desistem. Fogem os covardes. Que importa? A cada hora nascem outros namorados para a novidade da antiga experiência. E inauguram cada manhã (namoramor) o velho, velho mundo renovado.
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, julho 02, 2008

Érica e eu




Sempre super poderosa

As meninas super poderosas do desenho animado são três: Florzinha, Lindinha e Docinho. Entretanto na vida real ela é única com várias qualidades formando esta trindade. Sempre com muita intensidade exala seu encantador perfume por onde passa e mostra-se a flor mais cheirosa de todo o nosso imenso jardim. A maciez da textura de sua pele não se compara a nenhuma outra pétala que somando a sua maravilhosa cor me deixa louco de amor. Nela também encontramos espinhos, mas são apenas para se defender dos ratinhos que querem roubar seu coração sem nenhuma retribuição.
Lindinha é pouco, ela é lindona. Sua beleza é um espetáculo, enfeitiçando os olhares que ela atrai, no entanto só um pode olhar, tocar e desfrutar. Agradeço a Deus por este escolhido ser eu. Todos os dias e todas as noites posso saciar meus olhos de monte, olhando, tocando e desfrutando desta nobre beleza de marquesa que antes era de Brito, mas agora é do Clay. Louco sou, louco estou, pois nesta formosa morena hipnotizei.
Ela é o meu docinho. Delicada e saborosa fascina o meu paladar. Não consigo ficar um dia sem dela provar o sabor dos seus beijos e a sedução do seu jeito.
Simples, mas completa. Olhar às vezes triste, entretanto no fundo é sempre cheio de alegria. Passiva, porém com braço forte, nela encontrei o meu Norte, a minha direção e a minha paixão.
Muitas outras virtudes eu encontrei e encontro na Érica, esta linda, perfumada e saborosa doçura que honra o nome que tem, sempre poderosa.

Clay

terça-feira, julho 01, 2008

MOTOMIX ROCR FESTIVAL




Existe uma coisa difícil de ser ensinada...

EXISTE UMA COISA DIFÍCIL DE SER ENSINADA E QUE, TALVEZ POR ISSO, ESTEJA CADA VEZ MAIS RARA: A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO.
É UM DOM QUE VAI MUITO ALÉM DO USO CORRETO DOS TALHERES OU DIZER UM SIMPLES OBRIGADO. É A ELEGÂNCIA QUE NOS ACOMPANHA DA PRIMEIRA HORA DA MANHÃ ATÉ A HORA DE DORMIR E QUE SE MANIFESTA NAS SITUAÇÕES MAIS PROSAICAS...
QUANDO NÃO HÁ NENHUM FOTÓGRAFO POR PERTO.
É POSSÍVEL VÊ-LA NAS PESSOAS QUE ELOGIAM MAIS DO QUE CRITICAM....
NAS PESSOAS QUE ESCUTAM MAIS DO QUE FALAM....
E QUANDO FALAM, PASSAM LONGE DA FOFOCA E DAS MALDADES AMPLIADAS NO BOCA A BOCA.
É POSSÍVEL DETECTÁ-LA NAS PESSOAS QUE NÃO USAM UM TOM SUPERIOR DE VOZ AO SE DIRIGIR A FRENTISTAS, POR EXEMPLO.
NAS PESSOAS QUE EVITAM ASSUNTOS CONSTRANGEDORES PORQUE NÃO SENTEM PRAZER EM HUMILHAR OS OUTROS.
ELEGANTE É QUEM DEMONSTRA INTERESSE POR ASSUNTOS QUE DESCONHECE, É QUEM PRESENTEIA FORA DAS DATAS FESTIVAS...
OFERECER FLORES É SEMPRE ELEGANTE...
É ELEGANTE VOCÊ FAZER ALGO POR ALGUÉM, E ESTE ALGUÉM JAMAIS O SABER...
É ELEGANTE NÃO MUDAR SEU ESTILO APENAS PARA SE ADAPTAR AO OUTRO....
É MUITO ELEGANTE NÃO FALAR DE DINHEIRO EM BATE-PAPOS INFORMAIS.
É ELEGANTE RETRIBUIR CARINHO E SOLIDARIEDADE.
É ELEGANTE O SILÊNCIO, DIANTE DE UMA REJEIÇÃO...
NÃO HÁ LIVRO QUE ENSINE ALGUÉM A TER UMA VISÃO GENEROSA DO MUNDO, A ESTAR NELE DE UMA FORMA NÃO ARROGANTE.
SORRIR, SEMPRE É MUITO ELEGANTE E FAZ UM BEM DANADO PARA A ALMA...
OLHAR NOS OLHOS, AO CONVERSAR É ESSENCIALMENTE ELEGANTE...
PODE-SE TENTAR CAPTURAR ESTA DELICADEZA NATURAL PELA OBSERVAÇÃO, MAS TENTAR IMITÁ-LA É IMPRODUTIVO.
A SAÍDA É DESENVOLVER EM SI MESMO A ARTE DE CONVIVER, QUE INDEPENDE DE STATUS SOCIAL: SE OS AMIGOS NÃO MERECEM UMA CERTA CORDIALIDADE, OS DESAFETOS É QUE NÃO IRÃO DESFRUTÁ-LA.
Martha Medeiros

CHAPÉU VIOLETA

AOS 3 ANOS: ELA OLHA PRA SI MESMA E VÊ UMA RAINHA.
AOS 8 ANOS: ELA OLHA PRA SI E VÊ CINDERELA.
AOS 15 ANOS: ELA OLHA E VÊ UMA FREIRA HORROROSA.
AOS 20 ANOS: ELA OLHA E SE VÊ MUITO GORDA, MUITO MAGRA, MUITO ALTA, MUITO BAIXA, MUITO LISO, MUITO ENCARACOLADO, DECIDE SAIR MAS... VAI SOFRENDO...
AOS 30 : ELA OLHA PRA SI MESMA E VÊ MUITO GORDA/ MUITO MAGRA, MUITO ALTA/ MUITO BAIXA, MUITO LISO/ MUITO ENCARACOLADO, MAS DECIDE QUE AGORA NÃO TEM TEMPO PRA CONSERTAR ENTÃO VAI SAIR ASSIM MESMO... .
AOS 40 : ELA SE OLHA.... VÊ MUITO GORDA, MUITO MAGRA, MUITO ALTA, MUITO BAIXA, MUITO LISO, MUITO ENCARACOLADO, MAS DIZ: PELO MENOS EU SOU UMA BOA PESSOA... E SAI MESMO ASSIM...
AOS 50 ANOS: ELA OLHA PRA SI MESMA E SE VÊ COMO É...SAI E VAI PRA ONDE ELA BEM ENTENDER... .
AOS 60 ANOS: ELA SE OLHA E LEMBRA DE TODAS AS PESSOAS QUE NÃO PODEM MAIS SE OLHAR NO ESPELHO...SAI DE CASA E CONQUISTA O MUNDO...
AOS 70 ANOS: ELA OLHA PRA SI E VÊ SABEDORIA, RISOS, HABILIDADES, SAI PARA O MUNDO E APROVEITA A VIDA...
AOS 80 ANOS: ELA NÃO SE INCOMODA MAIS EM SE OLHAR... PÕE SIMPLESMENTE UM CHAPÉU VIOLETA E VAI SE DIVERTIR COM O MUNDO... .
TALVEZ DEVÊSSEMOS POR AQUELE CHAPÉU VIOLETA MAIS CEDO...
Mário Quintana

DOMINGO NO PARQUE