Quinta-feira, Janeiro 31, 2008
Não me interesso por reis, nem os do baralho...
Limites
O limite é você quem impõe.
Você é a única pessoa que pode colocar restrições nos seus desejos.
Veja que as grandes realizações do nosso século, acontecerem quando alguém resolveu vencer o impossível.
Nas navegações, encontramos um Colombo determinado a seguir viagens pelo mar, mesmo estando cansado de ouvir que o mar acabava e estava cheio de monstros terríveis.
Santos Dummont, foi taxado de louco tantas vezes que nem mais ligava para os comentários até fazer subir seu 14 Bis.
Ford foi ignorado por banqueiros e poderosos que não acreditavam em carros em série.
Desistir de nossos projetos ou aceitar palpites infelizes em nossas vidas é mais fácil do que lutar por eles.
Renunciar, chorar, aceitar a derrota é mais simples pelo simples fato de que não nos obriga ao trabalho e ser feliz, dá trabalho.
Ser feliz é questão de persistência, de lutas diárias, de encantos e desencantos, quantas pessoas ainda passaram pela sua vida e te magoaram? Centenas.
Quantos passarão pela sua vida só para roubar tua energia? Centenas.
Quantos estarão preocupados com você? Outras centenas.
A questão é como você vai encarar essas situações, como ficarão seus projetos. Eles resistirão?
O objetivo você já tem: ser feliz!
Como alcançar você já sabe: lutando!
Resta saber o quanto feliz você realmente quer ser.
O impossível é apenas algo que alguém ainda não realizou!
Texto de Paulo Roberto Gaefke.
Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
Terça-feira, Janeiro 29, 2008
HUMANOS ANIMALESCOS
Nossa existência começa como a de quase todo ser. Somos gerados por semelhantes, destes precisamos de cuidados por um tempo determinante. Depois passamos por várias fases como: brincar, aprender, socializar, conquistar espaço, namorar, reproduzir, garantir a família, comer, dormir, apreciar o céu e esperar a morte chegar. Quanta coisa! Porém para nós animais humanos, podemos atingir cem anos e para muitos, sem muita alegria. Para quem atingir cem, foi um piscar de olhos, mas para quem ainda está começando a jornada parece uma eternidade.
Os outros animais em sua maioria também vivem desta forma, passando por esta mesma seqüência de fases, certo que cada um dentro do ‘kronos’ estabelecido para sua espécie. Entretanto nós humanos temos uma sede por acúmulo. Como dizem, ganha a vida quem termina com mais brinquedos na caixa. A qualidade de vida é a aferida pela quantidade de bens que possuímos. Desta maneira não queremos terminar nossas vidas como a dos outros animais, ‘sem nada vim, sem nada estou indo’, queremos terminar o jogo com muitos créditos.
O que nos difere dos outros animais é a humanidade e será que é isto que é ser humano? Gastar nossa existência para conquistar bens materiais e mergulhar no hedonismo?
Creio que não. Também não creio que ser humano é apenas ter empatia pelo próximo. Isto é característica do humano, porém não é a nossa essência diferencial. Animais também podem ser empáticos.
O que nos faz humanos é a nossa espiritualidade, nossa capacidade de interagir em dois mundos, o animal e o espiritual. Somos seres transcendentes, Podemos transcender dentro da nossa própria mente através de uma viagem no mundo das próprias idéias tendo novas percepções ou podemos transcender ao mundo espiritual e ter percepções utópicas ao mundo carnal.
Ser humano é ter a habilidade de crescer espiritualmente, e isto não conseguimos em cursinhos de Teologia ou participação em cultos dominicais, a menos que este aprendizado ou interação num grupo religioso ecoe sobre todos os seus atos levando a voz do Reino espiritual para o Reino animal, trazendo o transcendente ao imanente. Pois se não for assim, teremos apenas professores de história cristã e seres que espiam o mundo espiritual, mas dele não participam. Mesmo aqueles que desenvolvem uma outra espiritualidade que não é a cristã, trazem para o mundo animal, o mundo espiritual. Sensores espirituais são aflorados e principalmente uma preocupação com o porvir. O mundo animal é reconhecido como a alavanca que impulsiona o humano que ainda transita em dois mundos para o mundo espiritual definitivamente.
O que nos dá a capacidade de atuar como humanos é a razão. Apenas seres racionais podem participar dos dois mundos conscientemente. Uma pessoa debilitada mentalmente só terá participação no mundo espiritual se for manipulada por forças espirituais, assim como o restante dos animais. A fé vem pelo ouvir e ouvir é uma faculdade da razão.
A mente além de ser um campo de batalhas entre o querer e o realizar, é também um oceano com um imenso horizonte a ser explorado e é a mente que transcende, tanto dentro dela mesma como também ao mundo espiritual.
A humanidade tem gerados humanos animalescos, ou seja, humanos que vivem como animais. Suas existências em nada diferem dos bichos, a não ser a necessidade de acumular, e isto só explicita que o ser humano que difere dos outros animais por sua capacidade de raciocinar e de transcender ao mundo espiritual usa suas capacidades humanas para se apegar cada vez mais mundo animal. Contrário ao animal humano que sabendo da sua condição animal racional, usa sua humanidade para galgar o mundo espiritual, seja ela por meio do altruísmo e sacrifícios ou como nós cristãos cremos na imprescindível necessidade do Salvador sem máculas que é Único e é Jesus Cristo. Cremos também que para ser Salvador, Ele tem que ser Senhor do que há de ser salvo. E para isto deixou muitos ensinamentos para seus súditos que são contra esta forma animalesca que vivemos.
Jesus sempre nos mostrou a nossa fraca condição carnal, mas nunca deixou de nos mostrar o Caminho que definitivamente nos levará ao mundo espiritual onde teremos muitas moradas.
Dentro da nossa animalidade podemos atingir o ápice da selvageria e esquartejar um semelhante. Entretanto os animais humanos têm a oportunidade única dentre os animais de usar sua espiritualidade para dar um ‘up grade’ na sua existência tendo a satisfação de participar e desfrutar do Reino espiritual eternamente e esta é a última fase que somente os humanos que não vivem como animais podem experimentar.
CLODOALDO CLAY NUNES
28.01.2008
Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
Terça-feira, Janeiro 15, 2008
Nossa relação com Deus
"Nossa relação com Deus não é uma relação 'religiosa' com o ser mais elevado, mais poderoso, melhor do que se possa imaginar - isto não é transcendência genuína - mas nossa relação com Deus é uma nova vida na 'existência para os outros', na participação no ser de Jesus. O transcendente não são as tarefas infinitas, inatingíveis, mas é o respectivo próximo que está ao alcance. Deus na figura humana!
Não como nas religiões orientais, em figuras de animais, como o monstruoso, caótico, distante, terrível; mas tampouco nas figura conceptuais do absoluto, metafísico, infinito, etc.; mas do 'ser humano para os outros'! Por isso o crucificado"
Para além de toda definição
A definição é sempre uma forma de aprisionamento. Definir é estabelecer uma cerca, impedindo que a realidade definida se mova em direção a outras. Isto é uma cadeira e não pode ser uma mesa. Pronto, delimitamos o significado para acalmar nossa mente que é tão ávida por definir.
Gosto de pensar as coisas fora da sua definição, só para ter o prazer de ver como se comportam os definidores obcecados. Hoje não vamos sentar nas cadeiras. Vamos sentar no chão e as cadeiras serão nossas pequenas mesas. Aí, teremos a possibilidade de revisitar nossa infância, naquele tempo em que ainda não aprisionávamos a realidade em nossas definições.
Acredito piamente que a razão positivista, que sempre se esmera em definir de maneira empírica e clara toda e qualquer realidade, não deve suportar as crianças, nem a criatividade delas.
Elas, definitivamente, se opõem de forma radical ao saber positivo, delineado e preestabelecido, porque estão abertas à possibilidade de que uma cadeira não seja apenas uma cadeira. Coisas de crianças, coisas de filósofos, que nós, adultos, não podemos entender.
Quem cresceu demais perdeu a filosofia, essa capacidade de ver as coisas e as realidades para além daquilo que mostram. Deixou de ser metafísico, sonhador e se fixou no aprisionado mundo das definições claras e sem graça, onde nada tem o direito de ser mais do que aquilo que se mostra.
Para esses, o símbolo não fala por si mesmo, tem de ser explicado. Aí a densidade do símbolo já se foi, perdeu-se na explicação, foi racionalizada. O símbolo não é para ser explicado, mas sim apreendido pelos cinco sentidos do existir humano e depois transportado à realidade a que ele aponta.
Ele é ponte que leva ao mundo das indefinições, onde Deus vive livre de todo e qualquer conceito que dele estabelecemos.
Deus é a surpresa, o inesperado que emerge do cotidiano e que desorganiza o mundo dos humanos com uma nova lógica, em que nem tudo pode ser matematicamente compreendido. Deus está para além de todo cálculo. Ele mora na curva, aonde os nossos olhos não chegam de forma retilínea.
Ele é a palavra que desconcerta no gesto de se encarnar para divinizar o humano. Talvez seja por isso que a linguagem simbólica seja a primordial forma de descrever as realidades divinas. O que podemos conhecer de Deus nós o fazemos por analogia. A partir de elementos e conceitos temporais, esmeramo-nos em descrever Deus e o mistério de sua grandeza.
Esse conhecimento é imperfeito, mas, mesmo assim, indispensável. Não saberíamos não simbolizar, não saberíamos não acreditar nem tampouco não teologizar. É nessa busca sincera de descobrir como se porta o coração de Deus que nos descobrimos humanos.
Vendo o que ele possivelmente é, deparamo-nos com aquilo que certamente ainda não somos, mas queremos ser.
Longe de ser uma postura antropológica negativa, essa perspectiva se abraça à certeza de que a santidade é um processo de aprimoramento do humano em relação a Deus. Uma humanidade impregnada de Deus é uma humanidade em ponto de chegada, aprimorada, verdadeiramente humana.
Foi por entender assim que o filósofo Zubiri sabiamente concluiu que “Deus é uma forma infinita de ser homem, e que o homem é uma forma finita de ser Deus”.
Aquilo, que a princípio nos separa, ao final tudo nos congrega. Deus é especialista em humanos. E nós ainda estamos longe de tornar a recíproca verdadeira.
Fábio de Melo em "Tempo: saudades e esquecimentos"
Editora Paulinas.
SÚPLICA PELOS QUE CHORAM
Pai Celestial, hoje erguemos nossas vozes em intercessão pelos que choram seus mortos.
Reconhecemos que és Deus de amor e bondade, Deus de toda consolação, pleno em compaixão e rico em misericórdia, e por isso clamamos que derrames sobre todos os corações porção suficiente de tua paz que excede todo o entendimento.
Rogamos que tomes pela mão aqueles que estão perdidos em meio à escuridão, amedrontados no vale da sombra da morte, e os conduza em serenidade para a luz, dando-lhes novo frescor para a alma, renovando-lhes a esperança para a construção do amanhã, firmando-lhes os pés para a continuação da jornada, devolvendo-lhes a força para viver.
Rogamos que enxugues cada lágrima, recebendo-as como a mais pura oração, acolhendo-as como tributos aos que se foram, dando-lhes sentido e significado, transformando-as em memórias felizes e lembranças de amor e saudade que produzam frutos de vida.
Rogamos que com tua presença amorosa preenchas o vazio deixado pelas ausências, suprindo as faltas, recolhendo em teu colo de Pai cada um dos que hoje choram e dando-lhes a provisão em resposta às suas aflições, angústias e medos, mostrando-te companheiro e parceiro para a vida que segue.
Rogamos que consoles as mães e pais que perderam seus filhos e filhas, os apaixonados que perderam seus amores, as crianças que perderam seus pais, os amigos que perderam seus pares, e que derrames porções de amor suficiente para que a falta dos que se foram seja redimida por reconciliações, aproximações e aprofundamento dos laços de afeto de todos quantos ainda temos vida e oportunidade de amar.
Rogamos a ti, que és o Senhor da vida, que detenhas o poder da morte, e cuides dos que estão vestidos de luto para a que a morte de seus amados não lhes roube a alegria de viver; clamamos que detenhas o poder destrutivo desta tragédia, inspirando atos de solidariedade, compaixão e comunhão; e suplicamos que transformes a indignação e revolta destes dias em sementes que floresçam para a beleza e frutifiquem para a justiça.
Rogamos, nosso Pai, que fortaleças aqueles que perderam seus amados para que ergam memoriais de honra aos que se foram, para que vençam a morte com a insistência em viver, o medo com fé, a desesperança com a insistência em semear a terra regada pelo sangue dos inocentes.
Pai Celestial, em nome de teu Filho Jesus, que venceu a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade, rogamos que envies teu Espírito Santo a consolar todos os que choram, a cuidar dos que estão com o coração quebrantado e a por, sobre os que de luto estão, uma coroa em vez de cinzas, vestes de alegria ao invés de pranto, manto de louvor ao invés de espírito angustiado, afim de que se levantem como carvalhos de justiça, para a tua glória. Amém.
© 2007 Ed René Kivitz
A GLÓRIA DE DEUS É COMPARTILHAR
LUCAS 10.19
Homo sapiens, homo demens.
Resistência a mudanças - Machiavel.
Ciclo: Sorrisso, Paz, Perdão e Amor
...para desamar a tristeza
...encarar de frente os problemas e solucioná-los
...lutar mesmo que pareça impossível
...crer que iniciou um novo dia
... que tudo dará certo
use a paz:
..para combater a ira
...manter-se calmo
...respirar fundo
...seguir o coração e a razão pondorosamente
...fazendo assim o equilibrio de seu dia
use o perdão para suportar:
...as ingratidões
...as ofensas
...as perdas
...passíveis e aparentes derrotas
...use o amor
...para enfrentar a vida
...para encontrar sua paz
...para sentir-se amado, para sorrir facilmente
...para viver com sorrisso
...para ter paz
...para perdoar e ser perdoado
...para amar e ser amado
A VIDA
мαиDαмєитσร dα Bσα CσиvIvÊиCiα
1- Lємbяє-รє Dє qυє vσcÊ É υм รєя รσcIαL;VσCê ρяєCiรα dσร συтяσร є σร συтяσร ρяєcIรαм dє VσCê.
é α υиiÃσ qυє fαz α fσяÇα.
2- CσитяσLє αร รυαร ραlαvяαร, fαlє σ иєCєรรÁяIσ є єм υм тσм dє VσZ αgяαDáVєL.
3- иÃσ мαgσє σร συтяσร cσм bяiиcαdєiяαร Dє мαυ gσรтσ συ ραLαVяαร σFєиรIvαร.
4- иãσ Cσмєитє σร dєfєiтσร αlнєIσร иєм FαÇα мєxєяIcσร.
5- тєинα υмα мєитє αbєятα ραяα яєรρєiтαя αร σρiиiÕєร Dσร συтяσร є รαiBα dIรCσяdαя รєм σFєиdєя.
6- รєJα αLєGяє є σтIмIรтα. IяяαDiє єм vσlтα dє รi υм αмBiєитє dє Bσиdαdє є CσиfIαиçα.
7- мσรтяє Iитєяєรรє ρσя тυDσ qυє σร συтяσร fαzєм συ Gσรтαм. αlєgяα-รє Cσм σร qυє єรтÃσ αLєGяєร є dÊ รєυ αρσiσ ασร Qυє єรтãσ єм dIfIcυlDαDєร.
8- єLσGiє σร bσиร тяαbαlнσร,мєรмσ Qυє иãσ รαIbα Qυєм σร тєинα FєIтσ.
9- fαçα ρσυcαร ρяσмєรรαร є cυмρяα-αร.
10- иÃσ รєjα мєяcєиÁяIσ α ρσитσ dє รó fαzєя σ bєм α тяσCσ dє яєCσмρєиรαร
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
MENSAGEM DE TIAGO AO BRASIL
Em momento algum ele sugere que a igreja irá transformar o mundo em um paraíso. A igreja, porém, tem uma mensagem, uma conduta e um padrão aplicável a qualquer homem (de todas as culturas e classes sociais) e em qualquer época da História. A igreja tem uma marca: as manifestações de misericórdia, e o rompimento com o indiferentismo das culturas em face da miséria legada a multidões para favorecimento de alguns poucos.
A sensibilidade social do cristão não se origina nos discursos filosóficos ou políticos, mas sim da consciência de que tal comportamento está enraizado no coração do Senhor Jesus: "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto" (1:17). Em seguida, Tiago alerta para as pré-condições para que isso aconteça: "Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas" (1:21).
Uma consciência social que não seja fruto da fé não significa nada para Deus; da mesma forma, uma "Super Fé", que mantenha o indivíduo indiferente ao sofrimento humano, é morta. "E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos" (1:22).
A definição que Tiago faz da Religião que agrada a Deus é objetiva e sem rodeios: "A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo" (1:27). Não está guardando-se da corrupção do mundo quem reproduz no Evangelho o discurso ideológico de desprezo pelos pobres.
Tiago recorre à à Ética dos profetas quando se refere aos órfãos e viúvas, que no Antigo Testamento eram os principais desfavorecidos e tragáveis pelas artimanhas das elites (através de dívidas e servidão).
Órfãos e viúvas estão aos milhões no Brasil, na forma de desempregados, analfabetos, desnutridos, crianças prostituídas, etc... E a Igreja deixa-se impregnar com a corrupção deste mundo quando não visita os órfãos e viúvas, ou seja, quando mantém-se alheia e indiferente ao caos que desintegra a identidade dos oprimidos deste país.
Dificilmente se vê, no meio evangélico, uma pregação do tipo: "você, que é um empresário desonesto, será transformado em uma pessoa digna; você, que é um patrão autoritário e obtuso, que desrespeita seus empregados e sequer paga o salário digno do trabalhador e seus respectivos direitos sociais, será transformado em um homem probo; você, que é um político corrupto, que pratica o nepotismo, desvia dinheiro e submete-se ao lobby dos poderosos, se transformará em uma pessoa honrada aos olhos de Deus; você, que é um fiscal, um oficial de justiça, juiz, advogado, promotor, ou qualquer outro cargo público, e aceita suborno, ficará livre desses hábitos", etc...
É porque somos ideologizados; acatamos a moral da sociedade brasileira que vê como pecado somente os crimes contra a propriedade privada e as imoralidades sexuais. Os crimes de dimensões "macro", cometidos pelas elites, não nos causam espanto. "A vida é assim mesmo; política é assim mesmo", costumamos nos conformar. Além de sermos ideologizados, admiramos o opressor. Não importa o quão cruel uma pessoa seja, desde que traga benefícios à igreja.
É por isso que hoje muitos membros da elite brasileira estão se convertendo (ou aderindo às modinhas de alguns grupos evangélicos) e seus macropecados não estão sendo discutidos. Líderes e igrejas ficam radiantes de alegria, pois ao invés de contestarem o drama social em que alguns enriquecem com o empobrecimento das massas, extasiam-se com a notícia de que uma tal celebridade tornou-se evangélica. Essas pessoas passam a fazer parte de nossas igrejas, mas continuam maltratando seus empregados, desrespeitando os direitos do trabalhador, aceitando subornos, etc... O meio evangélico brasileiro é vergonhosamente conformista.
Tiago não era. Se ele vivesse nos dias de hoje, entraria
Tiago elenca o que deve ser a prioridade do verdadeiro cristão. A dignidade humana transcende à condição social: "Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação" (1:9). E: "não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas" (2:1), principalmente dentro das dependências físicas da Igreja: "Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, e atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?" (2:2-4).
O "irmão" rico, mas insensível, é mundano. Riqueza, enquanto objeto de atenção que sobrepuje à Fé, é insignificante: "porque ele passará como a flor da erva. Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece" (1:10,11a) e ao mesmo tempo, vazia: "assim se murchará também o rico em seus caminhos" (1:11b).
Assim, cabe à igreja superar a ideologia mundana no que se refere a concepções e comportamentos acerca das disparidades sociais. "Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?" (2:14). Ora, as obras brotam da fé, e a verdadeira fé nasce de uma total submissão ao que está no coração de Deus; é ver o mundo como Deus o vê; é ler a História como Ele a lê; é construir práticas como Ele sonhou.
O mundo jaz no maligno! A voz da ideologia de cada época ecoa das tumbas de onde Satanás brada. A Igreja, se for realmente comprometida com o Evangelho, há de superar isso. Nela, a mentalidade corrompida pela ideologia não pode vigorar: "Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na Fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?" (2:5). Naturalmente, Tiago não está fazendo uma apologia à pobreza, mas simplesmente ressaltando que a verdadeira riqueza é a Fé que nasce no coração de Deus e chega ao coração do homem imune à mentalidade e ideologia mundanas! Infelizmente, a prática corrupta dentro da Igreja já estava florescendo no primeiro século: "Mas vós desonrastes o pobre" (2:6). Daí, o trabalho de Tiago em fazer com que os cristãos amadurecessem, saindo da ideologia para a verdadeira consciência:
"Porventura não vos oprimem os ricos,
e não vos arrastam aos tribunais?
Porventura não blasfemam eles o bom nome
que sobre vós foi invocado?" (2:6b-8).
O verdadeiro servo de Deus presta auxílio ao necessitado em silêncio, sem cogitar qualquer possibilidade de ser reconhecido por isso. Auxiliar ao necessitado é obrigação, não é heroísmo! A consciência social é uma das muitas facetas da fé: nasce no coração de Deus e chega ao coração do homem e, em determinado momento, gera desconforto e revolta pela realidade em que vivemos. Um de seus primeiros frutos é o desejo de servir aos irmãos na Fé que estão em necessidade (2:15,16).
Lutero deixou claro que a Fé liberta o homem, mas o amor o compromete com o próximo. Para Tiago, Fé e Obras são complementares: "Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma" (2:17). Fé e Obras têm a mesma origem e atendem ao mesmo fim: "Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras" (2:18). Qualquer conceito ou teologia que desarticule estes dois elementos está fora dos padrões de Deus: "Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?" (2:20). Qualquer ação humana que não atenda a esses dois requisitos torna-se desprezível aos olhos de Deus: "Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé" (2:24). Enfim, Fé e Obras são simbióticas: "Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a Fé sem obras é morta" (2:26).
Para encerrar, vejamos o quão atual é o discurso de Tiago para a insensibilidade das elites e, conseqüentemente, para a irresponsabilidade da igreja. As palavras a seguir não são de militantes partidários da esquerda ou de movimentos sociais; são a própria palavra de Deus:
"EIA, pois, agora vós, ricos,
Chorai e pranteai por vossas misérias que sobre vós hão de vir.
As vossas riquezas estão apodrecidas,
e as vossas vestes estão comidas de traça.
O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram;
e a sua ferrugem dará testemunho contra vós,
e comerá como fogo a vossa carne.
Entesourastes para os últimos dias.
Eis que o jornal dos trabalhadores
que ceifaram as vossas terras,
e que por vós foi diminuído, clama;
e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos.
Deliciosamente vivestes sobre a terra,
e vos deleitastes;
cevastes os vossos corações,
como num dia de matança.
Condenastes e matastes o justo;
ele não vos resistiu"
(Tg 5:1-6)
Uma Questão de Disciplina
Por: Ariovaldo Ramos
O que aconteceu com você? Perguntava o pastor ao pai do pequeno Rafael, que tinha sido convocado ao gabinete pastoral porque a professora de seu filho, minutos antes desta intimação pastoral, trouxe o menino com marcas de violência e expôs ao pastor que, imediatamente, convocou o pai da criança.
O que aconteceu com você pergunta o pastor? O pai respondendo ao pastor disse: a bíblia diz: não evite disciplinar a criança, se você a castigar com a vara ela não morrerá.
O pastor retrucou dizendo: Escuta, você não sabe a diferença entre disciplinar e punir?
A bíblia diz para disciplinar e não para punir, disciplinar é fazer a criança a perceber o erro de modo que ela o evite, disciplinar é colocar a criança novamente no trilho, fazendo-a perceber que ela saiu do trilho e quão danoso isto pode ser-lhe. Isso é disciplinar, é voltar a ensinar, é voltar a mostrar o caminho.
Não é o mesmo que punir, punição é o castigo pelo castigo, é o desaguar de uma ira incontida, de uma raiva não trabalhada. A idéia presente na bíblia é a da correção de curso, não da punição, do castigo, mas da correção.
Disse então ao pai, meu amigo, você terá de encontrar outros meios de disciplinar o seu filho. Eu quero pedir-lhe encarecidamente que nunca mais discipline o seu filho fisicamente, porque você não sabe como fazê-lo, você não tem controle.
Descubra uma forma de disciplinar o seu filho, entendendo que disciplinar é trazer de volta à razão, ao caminho, ao processo de cura, de vida, de libertação, de emancipação humana, essa é a idéia. E disse mais, você jamais deve disciplinar o seu filho quando estiver irritado, muito menos quando estiver raivoso. Você só deve discipliná-lo depois que a ira passar, que você mesmo for capaz de entender tudo o que aconteceu.
Outra coisa, não discipline o seu filho, sem dar-lhe a oportunidade de se explicar, de dizer o que aconteceu. Nunca pergunte ao seu filho: O que foi que você fez? Pergunte-lhe: O que aconteceu? Para que ele tenha a oportunidade de dar a sua versão do fato.
Domingo, Janeiro 13, 2008
A casa de três portas - Um conto metafísico
Inspirado no exercício metafísico com o mesmo nome.
Quem nos contou sobre ele foi o André Maciulis,
e desconhecemos qualquer outra origem.
Adaptação de Ana Maria Prandato
Um fotógrafo viajou por vários dias até chegar ao pequeno povoado, que era o seu destino.
Primeiro foi o avião, com o qual deixou para trás a grande e moderna cidade onde vivia. Depois foram ônibus, carros e outros pitorescos meios de transporte dos quais precisou se valer pra atingir aquele lugar distante e isolado, que já parecia ser o fim do mundo. Até uma travessia de barco ele fez, e completou seu trajeto montado, desajeitadamente, no lombo de uma mula.
Chegou então, finalmente! Cansado, sim, mas feliz. Estava realizando um projeto de anos. Desde que ouvira falar daquele lugar desconhecido onde, afirmavam, as pessoas viviam muito mais tempo do que o considerado normal, convivendo em harmonia com uma natureza especialmente bela e desfrutando de um ângulo privilegiado da Terra, do qual podiam ver o Sol nascer e se pôr numa amplitude magnífica, ah!, desde esse dia ele sonhou com as fotos que poderia fazer ali - e com o sucesso que poderia obter, ao publicá-las para o mundo.
Munido de equipamento avançado e possante - o que havia de melhor em câmeras e lentes - tratou logo de conhecer tudo.
Com o passar dos dias, ele ficava cada vez mais encantado! Havia beleza por toda parte. Além das belezas naturais, as pessoas eram bonitas - como eram bonitos, também, os trabalhos que elas faziam: utilidades, produzidas artesanalmente, com um capricho e um requinte dignos de exposições.
E tudo ia muito bem, até que voltaram os sintomas de uma antiga doença que o perseguia, e que seu médico já havia dado como extinta.
"Agora sim!" - pensou ele. Sem hospitais, sem helicópteros para socorro urgente, sem sequer um telefone! "Como é que vai ser?"
Nem médico havia ali. Seguindo a sabedoria de seus ancestrais, curavam pequenos machucados e eventuais desarranjos da saúde com chás e pastas feitas de folhas, flores e raízes.
Como seu estado piorava, levaram-no até a pessoa considerada a mais sábia entre todas, e o tratamento recomendado por ela foi perturbador: "Saindo do povoado na direção da floresta, você encontrará a casa de três portas. Ali receberá o seu remédio, mas só se estiver na porta certa, na hora da entrega."
Não havia o que escolher, e estava ele em frente à tal casa. Três portas, realmente. Chegando pertinho, viu que em cada uma delas estava escrita uma palavra: "Passado", "Futuro"... e a terceira estava bem apagada, impossibilitando a leitura.
Sem saber direito em qual entrar, lembrou-se: "Ali receberá o seu remédio, mas só se estiver na porta certa, na hora da entrega." Como o remédio chegaria - ele já estava começando a acreditar - deduziu que a porta certa só poderia ser a do futuro. Claro! E entrou.
Era uma sala ampla, cheia de luzes tão fortes que ofuscavam a visão.
Uma sensação estranha se apossou dele. Tudo era fantástico demais, um cenário riquíssimo, mas incompreensível. Teria piorado tanto, a ponto de perder a lucidez? Seriam alucinações causadas por aquela febre intermitente?
As paredes eram revestidas de espelhos, que pareciam feitos do mais puro cristal. Viu-se refletido neles, mas, confuso, notou que seu reflexo não correspondia aos seus movimentos... Aos poucos, a situação se invertia: sua imagem refletida é que se movimentava, enquanto o seu corpo sentia tudo - sem mover um único músculo! Viu-se subindo numa escada imensa, com grande esforço, e - de repente - viu a escada sumir sob seus pés, experimentando o pavor de cair sem ter onde se agarrar.
Assustadíssimo, teve a certeza de que estava participando de algo incomum quando recebeu a primeira mensagem telepática. Mas ele nem acreditava em telepatia!!! Sentiu-se tão desconfiado quanto o seu avô, que ainda não acreditava em Internet...
A mensagem foi breve e clara: "Essa escada representa suas ilusões". Ah, não era possível... Teriam posto algum alucinógeno na sua água?
Sem querer encarou um outro espelho e, chocado, viu-se velho, doente e sozinho... Passou a sentir fortes dores, enquanto sua mente era tomada por pensamentos tristes; queixas de traição, abandono, ingratidão, falsidade; desejo de ser amado e acolhido e, ao mesmo tempo, a conclusão amarga de que nenhum ser humano é digno de confiança.
Uma angústia espessa parecia sufocá-lo, quando recebeu a segunda mensagem: "Esse é o futuro que você está construindo com seus medos". Não, era ruim demais! Trocaria o medo pela prudência... estaria atento quanto às ilusões... e queria sair dali.
Ao voltar pra fora, parecia aguardá-lo nova comunicação, desta vez num tom desconcertante: "Você não estava na porta certa para receber seu remédio. Uma última tentativa será feita mais tarde".
Sentia-se mal. Precisava de um alívio urgente e, mais uma vez tendo de decidir em qual das portas iria entrar, achou que poderia encontrar sua cura procurando no passado o motivo da sua doença.
A sala, agora, era atravancada e sombria. O ar era pesado. Havia espelhos, também, mas estes pareciam embaçados - não refletiam as imagens com muita nitidez.
Quando forçou a vista, viu que estava certo: os espelhos exibiam, realmente, cenas da sua vida - como num filme já deteriorado, que estivesse sendo rodado continuamente, sem ninguém no comando do projetor... Entre cortes, falhas e sombras, passava e repassava aquela fita... Na maior parte do tempo, o que ele sentia era um desconforto doloroso a oprimir-lhe o peito. Mágoas, revolta, culpa, decepções, humilhações, ressentimentos, perdas - a maioria dos temas era assim. E ele, cada vez mais desolado. Até que...
Num impulso, saiu da prostração em que caíra. Aproximou-se do espelho, fixou o olhar e, como se tivesse parado o filme com um clique, pôde ver claramente aquela figura tão querida... Seu coração se abriu, como se estivesse sorrindo, mesmo, e o que ele podia perceber agora era um sentimento alegre... alguma coisa bem parecida com felicidade...
Puxa! Aquele rosto... a mesma luz! O mesmo jeito de sorrir, de olhar... A mesma alegria de estar junto!
Teve a nítida impressão - quase certeza - de que poderia conversar com ela ali, naquele instante! Podia senti-la tão viva, tão receptiva, tão presente... Desejou profundamente abraçá-la - e o impacto do seu corpo contra o vidro frio fez com que as lágrimas fossem caindo, espontâneas, até que esgotassem todo o choro reprimido há anos.
Ficou assim, sem saber por quanto. O silêncio, as sombras... Não quis mais olhar para o espelho, onde as projeções se repetiam... repetiam... repetiam... Nenhuma mensagem.
Levantou-se do chão onde estava sentado e, inexplicavelmente, sentiu-se forte. Afirmou pra si mesmo que nada daquilo existia mais, na realidade. Tudo já havia passado, e ele vinha carregando todas aquelas impressões dentro de si, num sofrimento inútil. Nada mais poderia ser modificado, ou evitado; nada poderia ser feito de outra maneira.
Transpôs a porta, e o ar fresco que havia fora aumentou o seu bem-estar. Lembrou-se "dela", e novamente pôde sentir o coração sorrindo. Essa era uma lembrança que ele queria guardar.
O momento terno foi surpreendido por outra daquelas comunicações telepáticas: "Mais uma vez, você não estava na porta certa. Agora terá de descobrir o seu remédio sozinho."
Ficou atordoado. O que era tudo aquilo que estava acontecendo? Que estranho lugar era aquele, que estranha gente, que estranhos costumes?
Bem, tudo parecia estar mesmo perdido. Se havia, de fato, algum remédio capaz de curá-lo, ali, as oportunidades lhe escaparam. Já se surpreendera tanto, já perdera tanto do senso de real que até então sustentara, que resolveu encarar o que quer que houvesse por trás daquela última porta.
Nada. Nenhum espelho, nenhuma imagem, só luz... Uma claridade viva, convidativa, e um sentimento bom de liberdade - uma intuição forte e tranqüilizadora de que era ali que tudo acontecia - o fazer e o desfazer, o pegar e o largar, a escolha e a criação.
Quanto mais ele se percebia ali, maior era o ânimo que vibrava no seu corpo todo. Teve fome, e riu - mas esqueceu da fome totalmente quando a cabeça já ia a mil, cheia de idéias, de projetos, numa vontade urgente de criar. Pensou que podia aproveitar os últimos raios do Sol para fotos belíssimas, e saiu apressado.
Quando a porta bateu por trás das suas costas, alguma coisa se desprendeu dela - como fosse uma poeira há muito acumulada - e a inscrição talhada na madeira era agora inconfundível: "Presente".
O olhar, treinado para captar belezas, estava ainda mais sensível. O homem conquistara de volta tesouros, bens preciosos. Entre eles, a consciência de si mesmo, do seu tempo, do seu momento. A consciência da sua própria força, e da sabedoria sempre presente no seu coração. E, dentro do coração, a certeza de estar curado - de tudo!
Sábado, Janeiro 12, 2008
PARA OS TEÓÓÓÓLOGOS!!!
Por Donald Miller
A VIDA - HENFIL
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Então, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais, se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo.
Lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade
Até que você volte para a faculdade
Até que você perca 5 kg
Até que você ganhe 5 kg
Até que você tenha tido filhos
Até que seus filhos tenham saído de casa
Até que você se case
Até que você se divorcie
Até sexta à noite
Até segunda de manhã
Até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos
Até o próximo verão, outono, inverno
Até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque
Até que você tenha terminado seu drink
Até que você esteja sóbrio de novo
Até que você morra
E decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...
Turquesas azuis
Sexta-feira, Janeiro 11, 2008
Quinta-feira, Janeiro 10, 2008
Tempo que foge!
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: - Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.
Soli Deo Gloria
Quarta-feira, Janeiro 09, 2008
Querer mais
A vida que pediu a Deus
Festa no apartamento
POR UM DIA
A REDAÇÃO DO MENINO
HUMANOS
Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Por que?
Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
O horizonte
Reforma na casa
Desejo a vocês
Isso se chama sucesso - Nizan Guanaes
Domingo, Janeiro 06, 2008
Tudo Passa
A LENTE
Estava sempre com um plano novo na cabeça e, a respeito, falava entusiasticamente à minha família.
Começava a tarefa, porém logo me sentia desanimado e a largava desinteressado.
E uma outra idéia magnífica jorrava de meu espírito, para ter o fim de sempre.
Embora o fato se repetisse constantemente, não havia, em minha casa, comentários a respeito.
Em certo dia de verão, meu pai, que lia o seu jornal na varanda, chamou-me. Estava com uma lente na mão e me disse:
- Preste atenção e irá ver uma coisa muito interessante. É uma experiência...
Com o sol incidindo na lente, passeava o foco de luz pela folha do jornal, porém nada acontecia. Eu estava intrigado.
Então ele deteve o movimento e manteve o ponto de luz imóvel por algum tempo, focalizando os raios solares. Dentro de poucos segundos o papel se incendiou e surgiu ali um furo.
Escusado é dizer que aquilo me fascinou, mas não entendi logo o significado da experiência. Então meu pai me explicou:
- Meu filho, este princípio se aplica a tudo que fazemos. Para alcançarmos qualquer êxito na vida é indispensável concentrar todos os nossos esforços na tarefa do momento. É como a concentração dos raios do sol filtrados pela lente. Enquanto ela percorreu às tontas a folha do jornal nada aconteceu. Mas, quando se deteve, você viu o furo provocado. Tudo questão de paciência, tempo e concentração. Às vezes, quando estamos prestes a desistir, aparece-nos a solução do problema, justamente como no caso do furo no papel.
Sábado, Janeiro 05, 2008
EU
Esta pergunta ronda o meu interior
Sou um servo do Senhor
Ou um vingador e mal-feitor?
.
Creio que sou um explosivo sem detonador
Falta pouco para causar muita dor
Tenho vontade, mas falta coragem
Transitando entre a in e a felicidade
.
Não te desejo mais
Entretanto no meu coração tu estás
Saia de mim toda maldade
Para que eu encontre a felicidade
.
Não mais pelos prazeres da cidade
Mas na força do bem
Do amor e da bondade
Viver como o céu tem
.
Ter o céu no coração
É viver com o Pai em harmonia
Seguir sua Graça e Instrução
Todos os dias da vida
.
Isto é o que está dentro de mim
Porém não quero continuar assim
Pois desejo um outro fim
.
Anseio andar com Deus
Para ser aperfeiçoado o meu Eu
.
Como Paulo apóstolo falou
Miserável homem que sou
Graças à Graça o maldito
Transforma-se em bendito!
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo






























































































