RECOMENDE!

domingo, junho 28, 2009

KIKI E BASTY


MADRID / BARCELONA

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ORAÇÃO PESSOAL

QUE EU TENHA A FORÇA DE SER EU MESMO, SEMPRE...
QUE EU POSSA FAZER O BEM, SEM SABER O PORQUÊ...
QUE EU NUNCA PENSE QUE ESSE ALGUÉM IRÁ ME RETRIBUIR...
QUE EU POSSA OUVIR PASSARINHOS CANTANDO...
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QUE EU POSSA VER A IMENSIDÃO AZUL DO CÉU...
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QUE EU DESCUBRA, BRINCANDO, O FORMATO DAS NUVENS...
QUE EU POSSA VALORIZAR A ALMA DA CRIANÇA QUE EXISTE EM MIM.
QUE AO ME LEVANTAR ENXERGUE A LUZ ATRAVÉS DO SOL...
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QUE DIGA COM AMOR O BOM DIA DE CADA DIA.
QUE A MINHA PRESENÇA SEJA SENTIDA, AMIGA.
QUE EU POSSA ME AGASALHAR NO CORAÇÃO DO MEU AMOR QUANDO SENTIR FRIO...
QUE EU ESTEJA AO SEU LADO NOS DIAS ALEGRES DE VERÃO...
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QUE A GRANDEZA DO MAR SEJA A ENERGIA QUE RECARREGA MINHA ALMA QUE A MINHA EXISTÊNCIA FAÇA DIFERENÇA...
QUE MINHAS PALAVRAS SEJAM AMÁVEIS E DOCES.
QUE SEJAM OUVIDAS DE FORMA LEVE, SUAVE, SUBLIME, COMO ANJOS CANTANDO...
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QUE EU POSSA ENTENDER O AMOR DOS QUE NÃO SABEM DEMONSTRAR O AMOR QUE SENTEM..
QUE EU SAIBA SER DESAPEGADO DO AMOR DOS QUE NÃO SABEM AMAR...
QUE EU POSSA ENTENDER QUE NEM TODOS PODEM ME AMAR...
MAS QUE EU AME A TODOS, SEM DISTINÇÃO, COM TODA A FORÇA E LUZ DO AMOR QUE EXISTE EM MIM.
(Texto de Oswaldo Begiato)

Primeiro, não queremos perder



É LÓGICO NÃO QUERER PERDER. NÃO DEVERÍAMOS TER DE PERDER NADA: NEM SAÚDE, NEM AFETOS, NEM PESSOAS AMADAS. MAS A REALIDADE É OUTRA: EXPERIMENTAMOS UMA CONSTANTE ALTERNÂNCIA DE GANHOS E PERDAS. SEGUNDO: PERDER DÓI MESMO. NÃO HÁ COMO NÃO SOFRER. É TOLICE DIZER NÃO SOFRA, NÃO CHORE. A DOR É IMPORTANTE. O LUTO TAMBÉM. TERCEIRO: PRECISAMOS DE RECURSOS INTERNOS PARA ENFRENTAR A TRAGÉDIA E A DOR. A FORÇA DECISIVA TERÁ QUE VIR DE NÓS, DE ONDE FOI DEPOSITADA A NOSSA BAGAGEM. LIDAR COM A PERDA VAI DEPENDER DO QUE ENCONTRARMOS ALI. A TRAGÉDIA FAZ EMERGIR FORÇAS INIMAGINÁVEIS EM ALGUMAS PESSOAS. POR MAIS DEVORADOR QUE SEJA, O MESMO SOFRIMENTO QUE DERRUBA FAZ VOLTAR A CRESCER. QUANDO É HORA DE SOFRER NÃO TEMOS DE PEDIR LICENÇA PARA SENTIR, E ESGOTAR, A DOR. O LUTO É NECESSÁRIO, OU A DOR FICARÁ SOTERRADA, SEU FOGO QUEIMANDO NOSSAS ULTIMAS RESERVAS DE VITALIDADE E FECHANDO TODAS AS SAÍDAS. APRENDI QUE A MELHOR HOMENAGEM QUE POSSO FAZER A QUEM SE FOI É VIVER COMO ELE GOSTARIA QUE EU VIVESSE: BEM, INTEGRALMENTE, SAUDAVELMENTE, COM ALEGRIAS POSSÍVEIS E PROJETOS ATÉ IMPOSSÍVEIS.
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Texto: ESCRITORA LYA LUFT

terça-feira, junho 16, 2009

BUS STOP

CURITIBA

CALIFÓRNIA

AUSTRÁLIA 2

AUSTRÁLIA

ATENAS

ARIZONA

DUBAI

Padre Antônio Vieira - Quem somos, de verdade!

Quando iam saber do Baptista, quem era, perguntam-lhe: Vós quem sois, e vós quem dizeis que sois; porque os homens quando testemunham de si mesmos, uma coisa é o que são, e outra cousa é o que dizem. Ninguém há neste mundo que se descreva com a sua definição: todos se enganam no gênero e também nas diferenças. Que diferentes cousas são ordinariamente o que dizeis de vós, e o que sois? E o pior é que muitas vezes não são cousas diferentes: porque o que sois é nenhuma cousa, e o que dizeis são infinitas cousas. Nesta matéria de vós quem sois, todo homem mente duas vezes; uma vez mente-se a si, e outra vez mente-nos a nós: mente-se a si, porque sempre cuida mais do que é; e mente-nos a nós, porque sempre diz mais do que cuida.
Padre Antônio Vieira em "Sermão da Terceira Dominga do Advento - Lello & Irmão - Editores, Porto. Tomo I, p.256.

Marilena Chaui - liberdade e contingência

A LIBERDADE é a capacidade para darmos um sentido novo ao que parecia fatalidade, transformando a situação de fato numa realidade nova, criada por nossa ação. Essa força transformadora, que torna real o que era somente possível e que se achava apenas latente como possibilidade, é o que faz surgir uma obra de arte, uma obra de pensamento, uma ação heróica, um movimento anti-racista, uma luta contra a discriminação sexual ou de classe social, uma resistência à tirania e a vitória contra ela. O possível não é pura contingência ou acaso. O necessário não é fatalidade bruta. O possível é o que se encontra aberto no coração do necessário e que nossa liberdade agarra para fazer-se liberdade. Nosso desejo e nossa vontade não são incondicionados, mas os condicionamentos não são obstáculos à liberdade e sim o meio pelo qual ela pode exercer-se.
Marilena Chaui em Convite à Filosofia, Editora Ática, p.339.

domingo, junho 14, 2009

AMIZADE E AMOR


Contingência e o vôo 447

O mundo está em choque. De novo a contingência mostra sua cara na tragédia do vôo da Air France. Vale lembrar: contingência significa que os acontecimentos não são sempre necessários. Quando ocorre alguma coisa sem uma razão que a explique ou justifique. Contingência gera imprevisto; fatos que escapam à engrenagem da causa e do efeito. Um avião cai porque o mundo é contingente, não porque tenha sido vítima do destino ou de um plano de Deus.

Diz-se no senso comum que as pessoas só morrem quando chega a hora. Caso isso fosse verdadeiro, o destino reuniu em uma aeronave as pessoas que deveriam morrer naquele dia. Isso daria à fatalidade um poder apavorante. Impossível pensar que gente de mais de trinta países entrou no vôo 447 sem saber que obedecia a uma força cega, que determinava aquele como o último dia de suas vidas.

Igualmente, acreditar que Deus permite a queda do avião porque tem algum propósito, soa esquisito. Cada pessoa, com histórias, projetos, sonhos, foi arrancada da existência para que se cumprisse qual objetivo? Um objetivo macro? Isto é, para que a humanidade aprendesse ou se arrependesse? Isso faria com que as biografias fossem descartáveis, desprezíveis. O Divino Oleiro, sem precisar se explicar, afogaria tanta gente para conduzir a macro história para o fim glorioso? Sim? Mesmo que exista esse deus, eu não o quero.

Também, algumas pessoas aceitam que Deus tem um plano para cada morte individual. Verdade, ele é Deus, tem todo o poder e é capaz de reunir, em um só lugar, quem deveria morrer. Mas também é bom. Então todos os passageiros foram eleitos para cumprir qual bem? Satisfaz pensar que o bem de ceifar tantas vidas, mesmo sem nenhum sentido do lado de cá, está garantido na eternidade? (Deus sabe o que faz?!?!) Como explicar tal conceito para pais, filhos e parentes desolados? Todos acorrentados à trágica realidade que lhes roubou de seus queridos.

A idéia de que Deus tem um plano para cada morte se esvazia diante dos números. Um avião caiu, mas o que dizer dos incontáveis acidentes de todos os dias? O que dizer das balas perdidas que aleijam transeuntes? E dos erros médicos ou dos acidentes de trânsito? Recentemente uma senhora de nossa comunidade caiu da laje da casa em construção. Ela fotografava a obra para que a filha ajudasse com as despesas do acabamento. Quebrou a coluna e ficou paraplégica. A última explicação que se poderia dar é que Deus tinha um plano em deixá-la paralítica.

Jesus nunca cogitou o mundo sem contingência. Pelo contrário, não atrelou a queda de uma torre aos desígnios divinos; não disse que a cegueira do homem era consequência causal das ações interiores, dele ou de seus pais; advertiu que os seus discípulos enfrentariam tempestade, aflição e morte.

Contingência é o espaço da liberdade, portanto, da condição humana. Sem contingência nos desumanizaríamos. A consciência do risco de adoecer e da imprevisibilidade da morte súbita é o preço que pagamos por nossa humanidade.

O desastre do avião mostra a inutilidade de pensar que o exercício correto da religião e a capacidade tecnológica mais excelente sejam suficientes para anular a contingência. Nossa vida é imprecisa e efêmera. Portanto, vivamos intensamente. Cada instante pode ser o último – Carpe Diem!

Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim

LINDA FOTO


APÓS VISITA DA SOGRA


CIRURGIÃO E SUA CIRURGIA


terça-feira, junho 02, 2009

A filosofia pode nos ajudar - Leonardo Boff


Paul Krugman, premio Nobel de economia de 2008 e um dos mais argutos críticos do curso da economia mundial, escreveu recentemente num editorial do New York Times que os próximos três a quatro meses serão, possivelmente, os mais importantes de toda a história dos EUA. Eu acrescentaria, talvez os mais importantes para futuro de toda humanidade. Trata-se de definir o curso das coisas. De repente, a humanidade se vê diante da pergunta que ecoou fortemente no Fórum Social Mundial em Belém: “como construir uma sociedade na qual todos possamos viver juntos, a natureza incluída, nesse pequeno e já velho planeta”? A questão é grave demais para ser entregue apenas aos economistas. O que afeta a todos, todos têm direito de se manifestar e ajudar a decidir. Cresce a convicção nos meios pensantes que o paradigma da modernidade ocidental hoje globalizado entrou em crise pelo seu próprio esgotamento e por efeito de implosão. É semelhante a uma árvore que chegou ao seu clímax e então tomba, fatalmente, por haver esgotado sua energia vital. Assim, digamos-lhe o nome, o capitalismo alcançou o seu fim num duplo sentido: fim como realização de suas virtualidades e fim como termo final e morte. Logicamente, se acompanharmos as discussões internas dos grupos organizados pela ONU com nomes notáveis como Stiglizt, prémio Nobel de economia e outros, para pensar alternativas à crise, damo-nos conta da perplexidade geral. A tendência é reanimar um moribundo com o neo-keynesiasmo, forma suave do neoliberalismo com a presença mais orgânica do Estado na economia. Outros tentam pela via do ecosocialismo muito presente no FSM de Belém. É uma opção promissora. Mas não fez ainda, a meu ver, a virada completa que implica uma nova concepção da Terra como Gaia e a superação do antropocentrismo conferindo cidadania também à natureza. Querem, com razão, um desenvolvimento ecologicamente respeitoso da natureza, mas ainda no quadro do desenvolvimento. Ora, conhecemos a lógica voraz do desenvolvimento. Melhor, precisamos antes de uma retirada sustentável do que de um desenvolvimento sustentável. Seria o começo da realização do ecosocialismo. Quer dizer: com os recursos técnicos, financeiros e com a infra-estrutura material já criada pela globalização, teríamos condições de socializar um modo de vida sustentável para todos. A Terra, colocada sob o descanso sabático, poderia se autoregenerar e sustentar a todos. Viveríamos mais com menos. Mas como somos culturalmente bárbaros e eticamente sem piedade, não tomamos esta decisão politica. Preferimos tolerar que milhões morram do que mudarmos de rumo. E assim gaiamente continuamos a consumir, sem consciência de que logo aí na na frente um abismo nos espera. Podemos e merecemos um destino melhor. E este não é apenas possível, mas necessário. E é aqui que os filósofos podem nos ajudar. Há dezenas de anos, muitos deles vêm afirmando que a excessiva utilização da razão em função do lucro e da mercantilização de tudo, à custa da pilhagem da Terra, nos levou à crise atual. Para resgatar a sanidade da razão precisamos enriquece-la com a razão sensível, estética e cordial na qual se funda a ética e uma visão solidária da vida. Ela é a mais adequada à nova fase do encontro das culturas e da unificação da história humana. Ou então prosseguiremos por um caminho trágico e sem retorno.