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terça-feira, março 02, 2010

ARTE




George Bataille também diz que a arte nasceu no dia em que a humanidade foi capaz, tal como em Lascaux, de conceber uma atividade distinta do trabalho, no dia em que um gesto gratuito a fez sair da sujeição à utilidade. A arte é assim, desde a origem, liberdade, jogo e festa, recusa de qualquer subordinação: é soberana. Ao assentar na dilapidação das riquezas, é, ao mesmo tempo, o que há de mais necessário e testemunha, na sua gratuidade, a economia dispendiosa do Universo; é por isso que, no limite, se concebe que a verdadeira soberania, que não visa qualquer fim, também deixe de produzir qualquer obra: que seja, tal como Blanchot afirma, ociosa.

WARIN, François et alii. As grandes noções da filosofia. Lisboa: Instituto Piaget, s/d.

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