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sexta-feira, março 12, 2010

PENA DE MORTE




Este é um termo muito forte, ainda mais quando discutido se é válido ou não para uma sociedade. Sempre encontraremos defensores de ambos os lados. Os que pregam a pena de morte são pessoas que não agüentam mais o abuso da criminalidade e estão com sede de justiça. Já os que são contra a pena de morte ainda não atingiram a máxima indignação contra o crime e estão passíveis com um coração misericordioso.
E como fica o cristão? Age com misericórdia ou com sede justiça?
Não é preciso muita argumentação para entendermos que a pena de morte era uma ferramenta muito usada por Deus e por seu povo para eliminar o mal da comunidade. ‘Escreveu, não leu a pedrada comeu’. Depois com Jesus a situação mudou. Quem vai apedrejar o sujo se estamos todos mal-lavados? A autoridade. Paulo em Romanos 13 disse: “Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela... Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar os que praticam o mal”. Em Atos 25.11, Paulo também diz: “Caso eu tenha praticado algum mal ou crime de morte, estou pronto para morrer; se, pelo contrário, não são verdadeiras as coisas de que me acusam, ninguém, para lhes ser agradável, pode me entregar a eles”. Não encontro nenhuma dúvida, as autoridades tem o direito de julgar sobre a vida e a morte dos indivíduos. A diferença pós Cristo é que não mais será julgado pelo povo, e sim, por autoridades constituídas pelo povo. Senão continuaríamos com a filosofia ‘olho por olho e dente por dente' e transformaríamos numa sociedade de cegos e banguelas como disse Gandhi.
A misericórdia tem limites, até a de Deus tem limites. Ela se renova diariamente porque Ele é misericordioso, mas vemos várias passagens onde Deus deu um basta, chega.
O problema da pena de morte não está nela, pois a morte de um malvado que não aceita ser transformado é totalmente benéfica para a sociedade. Não nos preocuparemos mais com suas maldades nem teremos que sustentar uma figueira que não dá frutos. O maior problema da pena de morte está no coração de quem vai bater o martelo. Qual é o senso de justiça e misericórdia daquele que julga? Num país como o nosso primeiro teremos que ver o suicídio da própria autoridade, pois são eles os mais dignos de morte. Desta forma, diremos como o chapolin: “Quem irá nos defender?”. Estamos entregues ao Deus dará e oxalá Ele possa nos dar paz, segurança, paciência e um coração cristão para suportarmos este mundo cão.
Mesmo não crendo no senso de justiça das autoridades, ainda sou a favor da pena de morte. Que morram e com muita dor todos aqueles que não aceitaram uma mudança e decidiram continuar na sua maldade barbarizando a vida de quem luta para ser justo neste mundo injusto.

Clodoaldo Clay Nunes

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